terça-feira, 30 de outubro de 2012

Alcoolismo – ficção e verdade


Alcoolismo – ficção e verdade

O alcoolismo é uma mal que destrói a vida de muitas pessoas, causando mortes e custando caro aos cofres públicos brasileiros, em torno de 7% do PIB. Especialistas afirmam que o alcoolismo é responsável por 75% de todos os acidentes de trânsito com mortes, 39% das ocorrências policiais e 40% das consultas psiquiátricas, além do que 15% da população do país é alcoólatra, incluindo muitas crianças, adolescentes e jovens.

Aqueles que defendem o consumo de bebidas alcoólicas insistem em afirmar que elas não fazem mal algum quando ingeridas em pequenas doses. Eles afirmam que não são alcoólatras, que só bebem socialmente, nos fins-de-semana, e por isso não são dependentes químicos. Entretanto, é justamente num desses momentos de consumo social que muitos acabam se excedendo e se embriagando. E não é preciso mais do que essa única vez para que muitas coisas ruins aconteçam, como um coma alcoólico seguido de morte, brigas que podem terminar em tragédias, acidentes automobilísticos, assassinatos, etc.

Se você costuma beber, mas não se acha um dependente do álcool, ou se você reconhece que sofre dessa terrível doença chamada alcoolismo e precisa de urgente ajuda, continue a ler este folheto, pois ele é bastante esclarecedor e pode salvar a tua vida.

Supostos benefícios do consumo de bebidas alcoólicas

As propagandas de TV tentam passar uma falsa imagem de que beber é algo bom, que é sinônimo de saúde, beleza e felicidade, misturando em suas propagandas praia, festa e muitas mulheres bonitas. A grande maioria daqueles que bebem concordam com isso e ainda destacam outros supostos benefícios da bebida:

·         Tem gosto bom;
·         É divertido beber sozinho ou com os amigos;
·         Está na moda e ajudar a enturmar;
·         Ajuda a relaxar dos problemas cotidianos;
·         Torna as pessoas mais abertas e animadas.

Mas será que esses benefícios são reais? Será que vale a pena consumir álcool somente para ter essas coisas? Continue lendo e você descobrirá uma dura realidade.

Reais consequências do consumo de bebidas alcoólicas

Embora as propagandas não mostrem isso e se limitem a um rápido aviso de “Beba com moderação” ou “deguste-a com parcimônia”, as reais conseqüências do consumo de bebidas alcoólicas não valem o ilusório benefício que elas trazem. Vejamos algumas das principais conseqüências do consumo álcool na vida do ser humano.

·         O consumidor de bebidas alcoólicas, ao embriagar-se, acaba dizendo e fazendo coisas que se arrependerá depois, sendo muitas vezes exposto ao ridículo, roubado, espancado e morto.
·         As ressacas são terríveis e minam as forças do indivíduo, atrapalhando seu convívio social e o seu rendimento no trabalho.
·         O gasto de dinheiro é imenso, dinheiro que muitas vezes é retirado da feira da família e do pagamento de contas, dinheiro que poderia ser aproveitado em coisas saudáveis e produtivas, além de representar um total desperdício de tempo e energia.
·         Embora a maioria daqueles que bebem não admitam, há um risco muito grande de se tornar um alcoólatra. O alcoólatra é sempre o último a admitir a sua doença; quando chega a admitir, já é tarde demais, ele virou prisioneiro do seu vício.
·         O álcool prejudica a capacidade de atenção e concentração, tornando o indivíduo um perigo para si mesmo e para a sociedade, principalmente se estiver dirigindo, podendo causar muitas perdas materiais e, acima de tudo, a morte de muitos inocentes, inclusive os próprios familiares e amigos.
·         O alcoólatra aos poucos se exclui socialmente, tornando-se uma pessoa indesejável, mal vista, desprezada, evitada, muitas vezes abandonada pela própria família, principalmente esposa e filhos. Muitos perdem o emprego, a carreira, a moral e a dignidade. Muitas esposas e filhos de alcoólatras têm de buscá-los caídos pelas ruas e bares para levá-los para casa, o que traz vergonha e traumas psicológicos profundos.
·         A bebida transforma muitos pais de família em carrascos nos seus próprios lares: esposas e filhos são espancados, torturados, abandonados e até assassinados. Mães dependentes do álcool negligenciam os seus filhos para sair para beber, deixando-os abandonados, à mercê de criminosos e dos acidentes domésticos, além de se tornarem pessoas violentas.
·         Existem casos de pais que obrigam seus filhos a mendigar ou a se prostituir para lhes trazer dinheiro para alimentar o vício, o que é uma vergonha e pode levar à prisão e perda da guarda dos filhos.
·         O alcoólatra é um péssimo exemplo dentro de casa. Muitas crianças e adolescentes influenciadas por pais alcoólatras, ingressam no mundo do vício, podendo também correr todos os riscos descritos aqui
·         O alcoolismo é uma porta aberta para o consumo de outras drogas mais pesadas e consideradas ilícitas, como a maconha, a cocaína, o crak. Em muitos casos o consumo de bebidas alcoólicas é acompanhado do consumo de drogas, provocando danos irreversíveis à saúde e até mesmo a morte.

O álcool e as suas consequências para a saúde

Quem consome bebidas alcoólicas em excesso tem uma diminuição da esperança de vida e um envelhecimento precoce. E além de todos os problemas mencionados acima, o consumo de bebidas alcoólicas, a curto e longo prazo, traz sérios problemas para a saúde física e mental do indivíduo, como todas as demais drogas. Os principais são:

·         Aparelho digestivo: esofagites e gastrites, cirrose hepática, síndrome de má absorção, pancreatites, esteatose epática, hepatites alcoólicas, úlceras.
·         Sistema neuromuscular: adormecimento dos dedos, tremores das mãos, dores e cansaço muscular, câimbras, atrofia do nervo óptico, podendo levar à cegueira.
·         Faculdade mental e psicológica: dificuldades de raciocínio, demência, perda de memória, irritabilidade, delírio alcoólico, depressão. O alcoolismo pode causar, também, alterações na personalidade, dependência psíquica, alucinações, queda no rendimento intelectual, problemas de coordenação.
·         Outros terríveis males: anemias, estados de desnutrição e avitamínicos, doenças de pele, diversas doenças cardiovasculares e respiratórias, esterilidade, perturbações sexuais, aumento da probabilidade de cancro (no fígado, boca, esôfago, estômago, cólon, mama), agravamento das situações infecciosas (gripes, pneumonias, tuberculose pulmonar, hepatites virais). Além disso, o alcoolismo pode causar Síndrome da Abstinência Fetal e outros problemas, muitas vezes fatais, em filhos dependentes.


A solução eficaz para o problema do alcoolismo

                Além de todos esses problemas que o álcool pode causar ao ser humano, existe outro ainda maior: o dano eterno à alma. Deixar de beber, dizer não a uma vida desgraçada pela bebida alcoólica, praticar esportes e manter uma dieta saudável é uma solução prática para este problema e instituições como os Alcoólicos Anônimos existem para auxiliar os que buscam se libertar. Mas existe uma solução mais profunda e verdadeiramente eficaz, que transforma a saúde física, mental e espiritual, que não só livra o indivíduo do alcoolismo, como o leva para o céu. A solução é JESUS CRISTO!

                Se você reconhece ser um viciado no álcool e entende que ele está destruindo a sua vida, saiba que, muito mais do que isso, o álcool está separando você de Deus. Sim, os vícios fazem parte do pecado que habita dentro de nós desde o Jardim do Éden, quando Adão pecou e pelo seu pecado toda a humanidade foi destituída da glória de Deus, vivendo perdida, carente de salvação: “Portanto, assim como por um só homem entrou o pecado no mundo, e pelo pecado, a morte, assim a morte também passou a todos os homens, porque todos pecaram.” (Romanos 5:12).

                Mas a boa notícia é que, apesar de muitos afirmarem o contrário, o alcoolismo tem cura e o pecado e a morte também. A Bíblia nos fala em João 3:16: “Porque Deus amou o mundo de tal maneira que deu o seu único Filho para que todo aquele que nele crê não pereça, mas tenha a vida eterna.” Sim, Deus abomina o seu pecado, mas Ele te ama profundamente. Em Cristo você tem a salvação da sua alma por meio da fé e o poder no Espírito Santo para se libertar do pecado do alcoolismo e ter a sua vida, o seu caráter e os seus relacionamentos restaurados. Basta apenas que você reconheça a sua condição de pecador perdido, se arrependa e aceite a Jesus como o seu único e suficiente Senhor e Salvador: “Mas a todos quantos o receberam, deu-lhes o poder de serem feitos filhos de Deus, a saber, aos que crêem no seu nome.” (João 1:12).

                Não importa o que você está passando hoje, qual o motivo que te leva a beber, pois Deus quer restaurar a sua vida. Se você não tem forças, clame que Ele te dará forças. Se você acha que não tem mais solução, entenda que Deus tem solução para você. Se as pessoas te desprezam, saiba que Deus jamais te desprezará. Ele quer preencher o vazio da tua vida, reavivar a tua alegria, te fortalecer para resolver os seus problemas. Creia que Deus te ama e espera que você se volte para Ele. Venha, experimente o milagre que Ele tem preparado para você. Vale à pena! Você tem solução, você tem salvação, porque o amor de Deus quer te alcançar. Acredite: ACEITE A JESUS COMO SEU SENHOR E VOCÊ NUNCA MAIS SERÁ O MESMO.

Benefícios de seguir a Jesus

                 A Palavra de Deus diz que “o salário do pecado é a morte, mas o dom gratuito de Deus é a vida eterna em Cristo Jesus, nosso Senhor.” (Romanos 6:23). Jesus Cristo pode te libertar do pecado e da morte e lhe dar a vida eterna: “Se, pois, o Filho vos libertar, verdadeiramente sereis livres.” (João 8:36). Veja quantos benefícios Jesus tem guardados para você, benefícios que o pecado e o álcool jamais lhe trouxeram, que os seus “amigos” de bar jamais puderam lhe dar. Compare-os com a sua vida atual e pense se vale à pena continuar do jeito que você está.
·         Perdão para os seus pecados: “Se confessarmos os nossos pecados, ele é fiel e justo para nos perdoar os pecados e nos purificar de toda injustiça.” (1 João 1:19).
·         Salvação para a sua alma: “Porque Deus não nos destinou para a ira, mas para alcançar a salvação mediante nosso Senhor Jesus Cristo.” (1 Tessalonicenses 5:9).
·         Vida eterna: “Em verdade, em verdade vos digo: quem ouve a minha palavra e crê naquele que me enviou, tem a vida eterna, não entra em juízo, mas passou da morte para a vida.” (João 5:24).
·         Vida em abundância: “Eu vim para que tenham vida e a tenham em abundância.” (João 10:10).
·         Reposta às suas orações: “Por isso, vos digo que tudo quanto em oração pedirdes, crede que recebestes, e será assim convosco.” (Marcos 11:24).
·         Alívio para as suas dores existenciais: “Vinde a mim, todos os que estais cansados e sobrecarregados, e eu vos aliviarei.” (Mateus 11:28).
·         Paz com Deus: “Justificados, pois, mediante a fé, temos paz com Deus por meio do nosso Senhor Jesus Cristo.” (Romanos 5:1).
·         Compromisso com Deus: compromisso de orar, ler a Bíblia, evangelizar, amar, perdoar, ir à igreja, seguir os mandamentos do Senhor, viver em santidade, praticar boas obras, resistir ao diabo e muito mais, pois Jesus deve ser também Senhor da sua vida e não apenas Salvador.

Mas isto é apenas o começo de uma nova vida longe do vício e de todos os problemas que ele causa. Deus ama você, Ele quer que você vá até Ele para ser perdoado e em fim poder experimentar a verdadeira felicidade, a verdadeira paz e, por fim, obter a vida eterna quando Jesus Cristo vier buscar a sua igreja: “E eis que venho sem demora, e comigo está o galardão que tenho para retribuir a cada um segundo as suas obras.” (Apocalipse 22:11).

Se o Espírito Santo de Deus falou ao seu coração através desta mensagem e você deseja receber a Jesus como seu único e suficiente Senhor e Salvador para viver uma vida nova, abundante e eterna, arrependa-se; faça uma oração agora mesmo e convide Jesus para assumir o controle da sua vida. “Se, com a tua boca, confessares Jesus como Senhor e, em teu coração, creres que Deus o ressuscitou dentre os mortos, serás salvo.” (Romanos 10:9). Por que lutar sozinho se você pode ter Deus ao seu lado, te fortalecendo, te capacitando a vencer?

Depois, procure uma igreja evangélica onde você terá acompanhamento espiritual e poderá desenvolver a sua salvação, com temor e tremor a Deus. Que Deus o abençoe grandemente. Amém.

“E, assim, se alguém está em Cristo, é nova criatura; as coisas antigas já passaram; eis que se fizeram novas.”
(2 Coríntios 5:17)


RELATÓRIO BASEADO NO FILME “A VIRADA”


UNP – ESCOLA DE GESTÃO DE NEGÓCIOS
CURSO CST EM GESTÃO DE RECURSOS HUMANOS
DISCIPLINA: ÉTICA E SOCIEDADE – TURMA 2NA – 11/09/12
PROFESSORA: ANA KARLA
ALUNO: MIZAEL DE SOUZA XAVIER



RELATÓRIO BASEADO NO FILME “A VIRADA”



            O filme “A Virada” apresenta a história do dono de uma revendedora de carros usados nos Estados Unidos, Jay Austim, que se utiliza da má fé para comandar os seus negócios. Ele e seus funcionários vendem carros com o preço muito acima do mercado, visando obter o maior lucro possível. Para isto, eles mentem a respeito de possíveis problemas que os carros possam ter e de sua procedência, fazendo com que seus clientes achem que estão fazendo um grande negócio. Num dos primeiros carros vendidos mostrados no filme, eles obtém um lucro de US$ 3.000,00, ocultando do cliente que se tratava de um carro batido.
            Considerado por seus funcionários como um modelo de vendedor de carros, porque consegue enganar as pessoas e lhes vender tudo, Jay deixa claro que o negócio só é bom quando é bom para ele. Para obter lucro, ele não se importa em enganar o pastor da igreja que frequenta com a sua esposa e filho. Neste momento, porém, ele se vê diante de algo inusitado: o pastor ora por ele e pede que Deus o trate da mesma forma como ele o tratou, e isto o leva a pensar a respeito das suas atitudes. Outro momento em que ele para para refletir é quando ouve o filho dizer que sabe que o pai mente para os outros para vender os carros.
            Este filme levanta inúmeras questões éticas e morais. Creio que os pontos principais levantados sejam a verdade, a honestidade e a justiça, temas polêmicos e pertinentes para mundo em que vivemos. A forma como o protagonista conduzia os seus negócios era antiética. Ele era ao mesmo tempo mentiroso, desonesto e injusto para com os seus clientes, funcionários e a sua própria família. Tais atitudes refletiam na maneira como seus próprios vendedores agiam com os clientes, porque se espelhavam nos seus ensinamentos e no seu modelo de comportamento. A única exceção parecia ser dois funcionários que não eram vendedores, acima de tudo o mecânico da loja, que demonstrava ser uma pessoa de Deus.
            Após a oração do pastor, o protagonista começou a repensar as suas atitudes, a forma desonesta como vinha dirigindo seu negócio. A sua própria família era vítima da sua vida antiética, de modo que ele não dava atenção ao filho a já passava a tratar mal a sua esposa. Isto nos mostra que todas as áreas da nossa vida são afetadas quando não possuímos nenhum compromisso com a verdade, a honestidade e justiça. Numa cena marcante, Jay está assistindo o culto com a sua família e chega o momento de recolher as ofertas. Ele olha dentro do envelope da sua oferta e vê que está vazio, mas ainda assim o deposita como se estivesse cheio. Outro problema ético que podemos observar no filme é o fato de ele estar devendo dinheiro ao banco e este o ameaça tomar seus carros se a dívida não fosse quitada até certo dia. Isto fazia com que ele se esforçasse ainda mais para vender seus carros, mesmo a preços injustos.
            A grande virada do filme, talvez aquela que tenha lhe dado o título, aconteceu, a meu ver, a partir do momento em que ele está diante da TV e para num canal onde um pastor está pregando. Entre outras coisas que tocaram profundamente o seu coração, o pastor afirmou: “Nós estamos no estado em que estamos por causa das nossas escolhas... As pessoas se sentem escravizadas e frustradas porque não querem ouvir o que Deus diz, não querem ouvir a Palavra de Deus”. Ele era um homem escravizado por suas atitudes antiéticas e imorais, frustrado por conta de dívidas que não podia pagar, por um filho que sabia que ele mentia e por um casamento que não ia bem, apesar da sua esposa insistir em se manter firme diante daquelas circunstâncias. Dentro dele algo o incomodava para que ele desse um novo rumo à sua vida e mudasse as suas atitudes. Assim que foi confrontado com as suas próprias atitudes, Jay começou a se abrir para uma possível transformação no seu caráter, passou a repensar as suas atitudes e a observar o quanto estava contaminando as pessoas a sua volta, ao ponto dele afirmar que nós “Não devemos julgar as pessoas por algo que nós mesmos não fazemos”.
            O Salmo primeiro foi algo decisivo para que ele tomasse a decisão que mudaria a sua vida, especialmente os versículos 5 e 6, que dizem: “Por isso os perversos não prevalecerão no juízo, nem os pecadores na congregação dos justos. Pois o Senhor conhece o caminho dos justos, mas o caminho dos ímpios perecerá”. Ele aprendeu que Deus conhece o nosso coração e sabe quem somos. A partir dali ele se arrependeu dos seus pecados, orou a Deus decidindo-se por Jesus, colocando seu negócio e a sua vida sob o seu controle. O seu novo compromisso seria: ser honesto nos negócios e ter bom relacionamento com a família, com a ajuda de Deus.
            Após tornar Deus senhor da sua vida, ele pediu perdão a sua esposa, se reconciliou com o seu filho e pediu desculpas aos seus funcionários por não ter dirigido a empresa com honestidade e respeito e por não ter dado o exemplo que deveria. A partir daquele instante ele iria mudar a forma de trabalhar para ter a sua consciência tranquila diante de Deus. Além de comandar seus negócios sem precisar sentir remorso das suas atitudes erradas, ele começaria a tratar as pessoas como gostaria de ser tratado. Embora tenha perdido os seus dois vendedores, que não admitiam a mudança repentina e radical e temiam ganhar menos e trabalhar mais, as consequências da sua decisão foram positivas, obtendo o reconhecimento social, a paz no seu lar e o pagamento da sua dívida com o banco. Acima de tudo, ele ganhou um tesouro imperecível no céu: a sua salvação.


Algumas questões relevantes

            Uma das maiores observações que posso fazer a respeito deste filme, resume-se numa pergunta: Como falar de ética e de moral numa sociedade que prega e vive o relativismo, que ensina que não existe o certo ou o errado e que ambos são uma questão de ponto de vista individual, de cultura? E ainda: Como ensinar que existe uma ética e uma moral quando a maioria dos estudiosos afirma não haver valores e verdades absolutos? Embora existam as leis feitas para punir aqueles que andam “fora das regras”, os estatutos que garantem direitos especiais às classes consideradas oprimidas (mulheres, idosos, crianças, adolescentes, etc.), e embora a Constituição de cada país e a Declaração Universal dos Direitos Humanos afirmem haver normas que devem ser absolutas (como a liberdade, a igualdade e a fraternidade), não é isto que muitos pregam e vivem, de modo que o errado para um pode ser o certo para outro e ambos precisam se respeitar.
            No filme “A Virada”, estamos diante de questões éticas – honestidade, verdade, justiça – que são comuns a todos nós e com as quais nos deparamos todos os dias. As atitudes do protagonista e dos seus empregados são apenas sombra da forma como comandamos nossa vida, nossos relacionamentos, nossos negócios e como muitos políticos dirigem a nação. Estamos sempre tentando obter vantagem própria em cima das pessoas, não nos importando com quais consequências isso lhes trará. Assim como o protagonista do filme, permitimos que esse estado de coisas influencie em todas as áreas da nossa vida, transtorne nossos relacionamentos, crie inimizades, denigra a nossa imagem e acima de tudo, nos afaste de Deus. Quanto mais antiéticos e amorais nos tornamos, mais desumanizados ficamos e isto não nos parece incomodar. Afinal de contas, não existe o certo nem o errado e cada um de nós se sente livre para viver da maneira que quiser. Nossos direitos estão garantidos!
            Diante das atitudes de Jay ao dirigir o seu negócio e a sua vida, podemos nos perguntar: será que realmente os fins justificam os meios? Por conta da sua dívida para com o banco e da necessidade de saudá-la sob o risco de perder os seus carros ele deveria optar pelo lucro fácil em detrimento da moral e da justiça? Ainda que perder a sua mercadoria significasse passar vários apertos com sua esposa grávida e seu filho, ele estava correto em agir daquela maneira? Para ele, a desonestidade era a única saída, até provar que é possível prosperar sendo fiel a Deus e justo no seu negócio e na sua vida. Por mais lucro que obtia com a venda fraudulenta dos automóveis, ele não tinha paz no coração e vivia sempre sob a possibilidade de ser descoberto, como de fato aconteceu com os seus concorrentes apontados numa reportagem de TV negociando desonestamente, enquanto ele, já vivendo na verdade, preferia obter o lucro justo e dormir com a consciência tranquila.
            Há, porém, uma questão muito importante no filme e que representa a grande virada na vida daquele vendedor desonesto de carros usados: a ética e a moral absolutas de Deus e da sua Palavra. Somente quando confrontado com a Palavra de Deus é que ele pode repensar as suas atitudes. Somente a partir do momento em que Deus mostrou o quanto ele estava errado, foi que ele caiu em si e buscou viver valores elevados. Isto se deu por meio de sua conversão a Jesus Cristo, por uma mudança de mentalidade que gerou mudança de atitudes. Além de repensar seu procedimento antiético, ele reconheceu suas fraquezas, admitiu seus erros e suas limitações. A sua vida é um exemplo de conversão: deixar de fazer o que é errado e passar a fazer o que é certo.


Conclusão

            Dentro da própria ética cristã existem valores que às vezes se demonstram conflitantes. Por exemplo: adulterar é errado, mas se uma mulher for obrigada a manter relações com um homem para salvar a vida da sua filha das mãos de um estuprador, ela deverá ser condenada? O que é mais precioso: a norma ou a vida? São questões que merecem um estudo mais acurado. Mas a conclusão que tiro do filme e das questões éticas abordadas, é que existem normas universais a serem seguidas para o bom funcionamento da sociedade. Nem sempre uma atitude ética e moral corretas nos garantirão sucesso, pois vivemos em uma sociedade que prega que não existem valores, que fazem músicas exaltando a embriaguez e a prostituição, que produze leis que beneficiam criminosos, que se vende a preços negociados no mercado da corrupção e da propina. Ser ético e moral pode significar a morte em casos extremos.
            Porém, o que o filme conseguiu passar é que não existe dinheiro capaz de comprar a nossa paz com Deus, a nossa consciência tranquila e o respeito da nossa família e amigos. Por maiores que sejam os lucros obtidos por um negócio antiético e imoral, as consequências para a nossa vida espiritual, social e familiar são drásticas. A partir do momento em que o protagonista optou por entregar seu negócio e sua vida a Deus, não somente as suas atitudes mudaram, mas as próprias pessoas reconheceram-no como uma nova criatura, e isto o fez prosperar. Logo, vale a pena cultivar uma vida pautada pela ética e pela moral, acima de tudo baseada nos valores absolutos e imutáveis da Palavra de Deus, que é santa, perfeita e capaz de discernir até mesmo os pensamentos do homem, de tocar no mais profundo da sua alma. 

sexta-feira, 17 de agosto de 2012

o amor é fogo


            Um dos mais belos poemas de amor de todos os tempos foi escrito pelo poeta português Luis de Camões e inicia dizendo: O amor é fogo que arde sem se ver. Se o amor é fogo, isto nos leva a pensar: Que tipo de fogo é o amor? Embora o fogo seja sempre fogo em qualquer lugar do universo, ele não serve sempre aos mesmos propósitos. O fogo se manifesta de várias formas, por vários motivos e traz várias e diferentes conseqüências. Se o amor é fogo, eu quero saber que tipo de fogo é o amor.
            Creio que para comparar o amor com o fogo é preciso compreender os vários propósitos à que o fogo serve. Em primeiro lugar, o mais óbvio de tudo, o fogo queima. Se o amor é fogo, ele é capaz de queimar. E quem já não se queimou nas chamas ardentes do amor? Quando nos apaixonamos, sentimos o amor arder dentro de nós, nos queimando por dentro. Talvez seja por esse motivo que o nosso coração dói de saudade da pessoa amada, de emoção cada vez que a encontramos, de alegria pelos seus beijos doces, de euforia pela sua simples existência. O amor queima e nos faz entender que estamos vivos, que estamos prontos a nos entregar de corpo e alma ao ser amado. E como fogo que queima, o amor deixar marcas, às vezes cicatrizes.
            E como fogo, o amor aquece. Nas noites mais frias do inverno da nossa alma, o amor é como uma chama viva a arder na nossa vida, aquecendo o nosso sentir e o nosso pensar. Nas madrugadas da nossas existência, o amor nos mantém aquecidos para que não morramos de frio, nos aconchega em seus braços, nos cobre com as suas plumas. Maravilhoso é sentir a alma aquecida, saber que lá fora pode estar nevando, mas dentro de nós o amor nos mantém aquecidos, a nossa temperatura alta. Aqueles que não amam são frios, os seus corações parecem um bloco de gelo oco, são incapazes de atos solidários, de se entregar a alguém, se sentir carinho, de perdoar. Quem não é aquecido pela chama do amor, provavelmente é congelado pelas geleiras do egoísmo, da inveja, da solidão.
            Outra função do fogo é iluminar. Em tempos idos o fogo era usado para manter as ruas e as casas sempre iluminadas. Hoje temos lâmpadas elétricas e não precisamos tanto do fogo para não ficarmos nas trevas. Mas esta é uma das características do fogo: ele ilumina. E se o amor é fogo, deve também nos iluminar. Enquanto não somos encontrados e conquistados pelo amor, estamos caminhando na escuridão. Os nossos passos se perdem, as nossas palavras se confundem, os nossos atos são escusos. Longe do amor é como se estivéssemos vivendo numa caverna escura e sombria, cercados de paredes escorregadias e pisando em chão lamacento. Mas quando o amor nos ilumina, quando ele irradia na nossa vida, os nossos olhos são abertos e os nossos passos são firmados. Todo o nosso interior é iluminado pelo amor. E o que é mais importante: passamos a enxergar as pessoas ao nosso redor. Tendo o fogo do amor brilhando em nós, iremos refletir esse brilho no mundo, transformando tudo a nossa volta.
            Como fogo que é, o amor consome. Quando uma faísca de fogo é acesa em uma pequena parte de uma mata seca, a tendência é, com a ajuda do vento, essa faísca se transformar em fogo e esse fogo consumir rapidamente tudo onde passar. Se não apagado a tempo, esse fogo pode causar grandes catástrofes. Mas não vamos pensar dessa forma com relação ao amor, porque do amor não pode vier catástrofe alguma, mas somente aquilo que é bom, perfeito e agradável. Mas não é mentira que, como o fogo, o amor consome. Ele consome tempo para se consolidar em nós; consome, às vezes, a nossa paciência; consome nossas reservas, nossas barricadas emocionais, nossas limitações. O mais importante de tudo: quando aceso em nós, o fogo do amor consome o ódio, a indiferença, a amargura, a arrogância, o preconceito, a inveja, a ganância, a discórdia e tantas outras ervas daminhas que habitam dentro de nós. O amor é fogo consumidor!
            Por queimar e consumir, o amor também apura. Quando eu era adolescente e morava na casa de um tio meu no interior, eu sempre o observava enquanto ele negociava ouro. Os garimpeiros traziam o ouro para ser vendido, ele pegava aquela poeira de ouro misturada à impurezas, colocava num recipiente, misturava mercúrio e depois, com um maçarico, queimava o mercúrio até evaporar, para que o ouro aparecesse separado da sujeira. É isso que o amor faz conosco. Como o fogo de um maçarico, ele nos pega e vai queimando o nosso ser até que fiquemos puros. Quanto mais quente fogo, mais seremos apurados. Podemos pensar naquelas pessoas que rejeitam o sofrimento, que acham que podem viver numa mar de rosas sem espinhos, passar pela vida sem lutas, sem provações. Sem o fogo apurador do amor, não crescemos, não nos tornamos pessoas melhores. O amor nos apura, nos separa das nossas impurezas e nos torna perfeitos, reluzentes. Sem esse fogo apurador do amor, estaremos sempre misturados às nossas mazelas existenciais. Quanto mais apurados, mais valiosos seremos.
            O fogo do amor que apura, que nos separa das nossas impurezas – e das impurezas do mundo – é o mesmo fogo que nos molda. Após ser apurado, o ouro ainda precisa ser moldado até se transformar num objeto de valor, algo bonito que encantará as pessoas. Nesse processo de moldura, o fogo tem um papel crucial. Muitas pessoa se deixam moldar por sentimentos destrutivos, pelo poder, por uma hedonista, pelos vícios, pelo consumismo, pelos modismos da sociedade, pelo seu próprio ego, pela violência. Mas quantos permitem que o amor seja o fogo a moldar a sua vida, o seu caráter? Quantos aceitam entrar na fornalha, enfrentar o martelo do ourives, suportar momentos de pressão, de luta em nome de algo maior? Somente o amor pode moldar o nosso caráter para transformá-lo em um jóia preciosa e reluzente. Somente moldados pelo amor poderemos amar a nós mesmos e ao nosso próximo. Moldados pelo amor, saberemos compreender as pessoas e o ser amados, aceitar suas limitações, perdoar e pedir perdão, dialogar e nos solidarizar com as agruras alheias.
            O fogo representa também um sinal. Se estamos perdidos numa ilha, nada melhor que acender uma grande fogueira para chamar a atenção de embarcações ou aviões que por ventura estejam passando por ali. Quando o fogo do amor está em nós ele deixa um sinal, algo que todas as pessoas olharão e verão sem sequer mostrarmos. O sinal do amor produz em nós: alegria, paz, longanimidade, benignidade, bondade, fidelidade, mansidão, domínio próprio. Estes frutos do sinal do amor são antagônicos àquilo que de mais perverso habita em nós, no nosso ser. Marcados pelo sinal do amor, nos tornamos novas pessoas, com padrões morais elevados, com sentimentos altruístas, solidários, dedicados, piedosos. Se quisermos saber se alguém nos ama de fato, basta buscarmos esses sinais. Se eles estão presentes, se o amor que diz sentir não vem acompanhado de vanglória, de mesquinhez e demagogia, então é amor verdadeiro.
            Bem, se o amor é fogo que arde, talvez devamos entender mais desse fogo do amor. E talvez eu deva discordar, com todo respeito, da palavra do poeta, porque quando o fogo do amor começa a arder, é impossível não enxergá-lo. Claro que vemos o fogo do amor, porque ele a tudo transforma. É tão fácil ver o amor agir quanto o ódio. Todavia, infelizmente muitas atitudes que deveriam ser fruto do fogo do amor nas pessoas, na verdade são atos de criaturas que acham que por praticar esses frutos, amam. Não praticamos as obras do amor para amar, mas amamos para praticar as obras do amor. Nas palavras do apóstolo Paulo: “E ainda que eu distribua todos os meus bens entre os pobres e entregue o meu próprio corpo para ser queimado, se não tiver amor, nada disso me aproveitará” (1 Coríntios 13:3).
            É, pode ser que o fogo do nosso amor não seja natural, mas artificial.  

terça-feira, 19 de junho de 2012

O que leva um bom profissional a se desmotivar com a empresa?

OBS: O texto a seguir não é de minha autoria, mas me foi enviado por Daniel Câmara. Desconheço o seu verdadeiro autor. Caso seja você que está lendo, se manifeste e colocarei seu nome.


O texto a seguir é uma divertida paródia da vida corporativa moderna, contada através da história da formiga que trabalha incessantemente, até que seu chefe resolveu que ela precisava de um supervisor, e o resultado é claro que foi desastroso.
Lendo o texto perceberás que ele demonstra de uma maneira simples o resultado das decisões erradas tomadas na administração empresarial.Todos os dias, uma formiga chegava cedinho ao escritório e pegava duro no trabalho.
 A formiga era produtiva e feliz.O gerente marimbondo estranhou a formiga trabalhar sem supervisão.Se ela era produtiva sem supervisão, seria ainda mais se fosse supervisionada.E colocou uma barata, que preparava belíssimos relatórios e tinha muita experiência, como supervisora.
A primeira preocupação da barata foi a de padronizar o horário de entrada e saída da formiga.
Logo, a barata precisou de uma secretária para ajudar a preparar os relatórios e contratou também uma aranha para organizar os arquivos e controlar as ligações telefônicas.
O marimbondo ficou encantado com os relatórios da barata e pediu também gráficos com indicadores e análise das tendências que eram mostradas em reuniões.
A barata, então, contratou uma mosca, e comprou um computador com impressora colorida. Logo, a formiga produtiva e feliz, começou a se lamentar de toda aquela movimentação de papéis e reuniões!
O marimbondo concluiu que era o momento de criar a função de gestor para a área onde a formiga produtiva e feliz, trabalhava. O cargo foi dado a uma cigarra, que mandou colocar carpete no seu escritório e comprar uma cadeira especial.
A nova gestora cigarra logo precisou de um computador e de uma assistente (sua assistente na empresa anterior) para ajudá-la a preparar um plano estratégico de melhorias e um controle do orçamento para a área onde trabalhava a formiga, que já não cantarolava mais e cada dia se tornava mais chateada.
A cigarra, então, convenceu o gerente marimbondo, que era preciso fazer um estudo de clima. Mas, o marimbondo, ao rever as cifras, se deu conta de que a unidade na qual a formiga trabalhava já não rendia como antes e contratou a coruja, uma prestigiada consultora, muito famosa, para que fizesse um diagnóstico da situação.
A coruja permaneceu três meses nos escritórios e emitiu um volumoso relatório, com vários volumes que concluía: Há muita gente nesta empresa! E adivinha quem o marimbondo mandou demitir? A formiga, claro, porque ela andava muito desmotivada e aborrecida.

sábado, 16 de junho de 2012

EMPREENDEDORISMO SOCIAL CRISTÃO


TEXTO DE CONCLUSÃO DO LIVRO

 Empreendedorismo Social Cristão

Transformando a Sociedade Pela

Prática do Evangelho de Cristo



DO AUTOR MIZAEL DE SOUZA XAVIER

(AINDA A PUBLICAR)



Qual a nossa posição?
 

Quanto custa salvar uma vida? Esta pergunta bastante sugestiva e que sucinta um sem-número de reflexões é o título do livro de Peter Singer publicado recentemente. É uma questão que devemos meditar quando pensamos em solidariedade e responsabilidade social. Será que estamos dispostos a pagar o preço para salvar uma vida da miséria, da aniquilação, do absurdo de não ter o que comer durante um dia inteiro ou por vários dias consecutivos? A pergunta de Peter Singer nos leva a alguns questionamentos com os quais podemos introduzir a conclusão deste livro:


·         O que a Igreja do Senhor tem feito com todas as bênçãos que tem recebido de Deus?

·         Qual tem sido o papel da Igreja diante do sofrimento de muitos crentes pobres?

·         Qual tem sido o envolvimento da Igreja com as questões sociais do mundo?

·         Em que a Igreja tem contribuído para a diminuição do sofrimento humano e da opressão?

·         De que forma temos equilibrado aquilo que cremos com aquilo que fazemos?
 

Salvar uma vida torna-se fácil a partir do momento em que nos dispomos a olhar menos para os nossos próprios interesses e começamos a dar lugar a uma preocupação genuína e santa com as pessoas e os seus problemas. Enquanto discutimos teologicamente a relação que pode haver entre Igreja e ação social, milhares de pessoas morrem todos os anos sem comida, sem condições dignas de subsistência e sem Jesus. Os argumentos a favor de uma intervenção transformadora da Igreja na sociedade pela prática do amor de Cristo são mais sólidos que qualquer tentativa de negar esta necessidade. Não é necessário apelar para a nossa intuição nem esperar que o nosso coração se desmanche em compadecimento pelos pobres. A Bíblia já é por si só a nossa bússola e o Espírito Santo, a nossa motivação e estímulo.

Além dos argumentos bíblicos que já conhecemos e estudamos aqui, existem argumentos lógicos que devem nos estimular a agir em favor do pobre e do necessitado, principalmente aqueles que vivem na pobreza extrema, que estão em constante risco social. Estes argumentos são apresentados por Peter Singer (2010, 35) na seguinte forma de premissas:


           Primeira premissa: O sofrimento e a morte decorrentes da falta de comida, moradia e assistência médica são ruins.

Segunda premissa: Se temos o poder de evitar que algo ruim aconteça, sem sacrificar coisa alguma de importância comparável, é errado não fazê-lo.

Terceira premissa: Ao doar a instituições beneficentes, é possível evitar o sofrimento e a morte resultantes da falta de comida, moradia e assistência médica, sem sacrificar nada que tenha importância comparável.

Conclusão: Portanto, se você não doar para instituições beneficentes, está fazendo algo errado.


            Estas premissas e a conclusão de Singer nos lembram o texto de Tiago 2:15-17 e 4:17, que diz: “Portanto, aquele que sabe que deve fazer o bem e não faz, nisso está pecando”. As necessidades sociais são reais e urgentes; quanto mais tempo investimos em não fazer nada, mais pessoas morrem de fome, de doenças, de suicido e vítimas da violência. Se nós, como cristãos que pregam o amor e a justiça de Deus, enxergamos as misérias do mundo, temos consciência que devemos fazer algo e nos recusamos a fazê-lo, algo está errado com a nossa teologia, com a nossa espiritualidade. Se as nossas orações, as nossas ofertas, os nossos dons, os nossos talentos e os nossos esforços não têm servido para impactar o mundo de nenhuma maneira com a luz do Evangelho de Cristo, temos sido os mais inúteis cristãos de todos os tempos.

            O Senhor Jesus disse: “Assim também vós, depois de haverdes feito quanto vos foi ordenado, dizei: Somos servos inúteis, porque fizemos apenas o que devíamos fazer” (Lc 17:10). O que dizer, então, quando não fazemos nem aquilo que deveríamos ter feito? Cada crente deve aprender a se colocar no lugar dos outros, como Cristo se colocou no nosso lugar na cruz, e enxergar o sofrimento que as pessoas enfrentam, desde aqueles que convivem conosco, até mesmo dentro das quatro paredes da nossa congregação, até os que jamais vimos. O Senhor Jesus disse ainda: “Tudo quanto, pois, quereis que os homens vos façam, assim fazei-o vós também a eles; porque esta é a Lei e os Profetas” (Mt 7:12). Certamente, algo que não queremos para nós é não ter o que comer nem onde morar, muito pelo contrário: temos e exigimos os nossos direitos a uma boa alimentação e moradia digna. Algumas perguntas surgem no limiar da nossa insensibilidade:


·         Por que não lutamos, também, pelos direitos dos desassistidos a estas coisas?

·         Por que tantos crentes diariamente exigem de Deus os seus direitos às bênçãos de prosperidade e não levantam a voz para clamar às autoridades seculares por justiça social?

·         Por que engordamos os cofres da Igreja com nossos dízimos na esperança de receber duas ou cem vezes mais de Deus e não doamos uma moeda sequer – ou tempo e talento – a algum orfanato, sem esperar receber nada em troca?

·         Por que, ao olharmos para as misérias do mundo, nos contentamos em culpar o diabo, o pecado e as autoridades como uma forma de negarmos nossa responsabilidade e nos isentar de qualquer envolvimento?

·         Por que paz, justiça social, igualdade e liberdade não causam a mesma comoção que temas como prosperidade e poder?


            A Igreja está sendo desafiada a repensar a sua teologia, a mostrar na prática o amor e a justiça que tanto preenche as suas pregações. Quem desafia a Igreja todos os dias? O próprio mundo com as suas injustiças sociais. Olhar para o mundo a nossa volta, enxergar pais de famílias desesperados para oferecer ao menos uma refeição diária às suas famílias, meninas vendendo seu corpo nas esquinas, adolescentes se entregando às drogas e ao álcool, o crescimento da violência doméstica e urbana, o avanço da corrupção e tantas outras mazelas nos desafia a tomar uma posição: passiva ou ativa? Quem somos nós e o que faremos com aquilo que Deus tem colocado em nossas mãos? Por quem temos chorado? Que paz temos buscado? É possível dizer “eu tenho paz” assistindo no noticiário as notícias sobre o consumo de crack que assola famílias inteiras, degrada o ser humano e corrompe ainda mais a sociedade?


Injetando esperança no mundo


Não existe modo mais coerente de terminarmos este estudo do que falando de esperança. Recapitulando, vimos a importância da solidariedade e da responsabilidade social da Igreja a começar pela vida individual de cada membro, depois da sua família, dos necessitados da Igreja e, por fim, dos oprimidos e miseráveis do mundo. O que se esconde por detrás disso é muito mais que uma responsabilidade no sentido e obrigação, mas é fruto da nossa compreensão do Evangelho, da Igreja e do Reino; é um reflexo do nosso relacionamento com Deus e do tipo de fé que depositamos em sua Palavra. Todas estas coisas juntas geram em nós a motivação e o estímulo que precisamos para espalhar esperança em um mundo que se corrói sempre mais a cada dia. Nós temos esta esperança e o amor de Cristo nos impulsiona a apresentá-la, fomentá-la e implementá-la no mundo sofredor.

            Falando a cerca da palavra de Esperança que a Igreja do Senhor tem para oferecer ao mundo sofredor antes da volta de Cristo que colocará fim a todas as dores, Serguem Jesui Machado da Silva escreve:


Mas enquanto o Senhor não vem, sua Igreja precisa ter a palavra que aponta os métodos, caminhos e possibilidades. Precisa ter a palavra que anuncia que Ele está no meio de nós. Que anuncia sua completa insatisfação com todas as formas de injustiças. Que dá concretude a uma solidariedade que não somente se compadece, mas que se traduz, por exemplo, em apoio efetivo aos irmãos e irmãs de nossos sertões e ribeirinhos. Uma palavra que nos pequenos gestos demonstre apoio às missões, às organizações e aos militantes que se colocam ao serviço do Senhor.[1]
 

            A Igreja tem a palavra de esperança, porque prega a Palavra da esperança, a Bíblia. Ela possui os métodos, os caminhos e as possibilidades para uma sociedade desorientada, perdida em si mesma e que busca, de todas as formas mais erradas possíveis, sobreviver ao seu próprio mal. Esta inserção no mundo, porém, só será possível com verdade e eficácia quando a Igreja abandonar os seus guetos, romper as barreiras denominacionais e se enxergar como apenas um único corpo de Cristo no mundo, com uma única e comum missão de evangelizar o mundo pela prática do amor. Mais do que viver no corredor da morte a espera de um milagre – porque igrejas ensimesmadas são inoperantes e a fé sem obras é morta – a Igreja do Senhor precisa assumir a sua vocação profética, a sua missão de agente transformador da sociedade.

            Como sabemos bem, o termo grego para Igreja é ekklesia, uma assembléia de “chamados para fora”. A Igreja é enviada a pregar o Evangelho a um mundo doente, às ovelhas que andam desgarradas e sem pastor. O pastor das nossas almas – Jesus Cristo – é a nossa esperança e deseja ser a esperança de muitos. Agostinho dizia que quando um homem bate à porta de um bordel, ele está a procura de Deus. Não que Deus esteja num bordel, mas o vazio existencial do homem, a sua angústia, a sua real busca só pode encontrar o seu termo em Deus. A felicidade que o mundo precisa e que busca encontrar nos lugares mais errados da vida está em Deus; quando o homem encontrar Deus, deixará de bater nas portas dos bordéis. O ser humano tem sede de Deus, tem uma necessidade inconsciente de reatar a comunhão perdida com Ele na Queda. O ser humano caído anseia pelo paraíso do qual foi expulso e crê que é capaz de construir esse paraíso aqui na terra por meio do prazer, da ganância, das drogas e tantos outros artifícios.

            Esse vazio existencial natural do ser humano gera muito mais do que tristeza, gera violência, injustiça social, abusos de poder, corrupção e toda sorte de males sociais que cercam a Igreja por todos os lados, acima de tudo porque os seus membros estão inseridos num contexto de mundo caído e sujeitos a passar pelos mesmos apertos dos descrentes. A grande diferença é que a Igreja conhece a sua esperança, sabe que mesmo que tudo pareça perdido, Deus está sempre presente. A Igreja precisa tomar posse da sua missão empreendedora da paz e da justiça no mundo, agindo como um instrumento poderoso no fomento da esperança numa sociedade desesperançada, desacreditada e perdida. Ela é o mecanismo idealizado por Deus para essa tarefa. Deus leva esperança ao mundo por meio da sua Igreja. Este é o seu papel.

            O que temos feito? Infelizmente, muitas vezes temos agido como o povo de Israel que ensimesmou-se por ser o povo escolhido, quando deveria ter sido luz para os outros povos. Deus havia dito ao patriarca Abraão: “Abençoarei os que te abençoarem e amaldiçoarei os que te amaldiçoarem; em ti serão benditas todas as famílias da terra” (Gn 12:3). No v. 2, Deus já havia dito: “Sê tu uma bênção”. Este é também um chamado para a Igreja: ser uma bênção, levar o Evangelho da graça de Cristo a todos os povos, não um evangelho teologizado, mas algo vivo, palpável, verdadeiro. As pessoas talvez não saibam nada sobre a “maldição adâmica”, muito menos dominem as regras da hermenêutica bíblica, mas uma coisa elas entendem: o amor. Os oprimidos do mundo talvez fiquem confusos diante de um culto de “fogo”, onde as pessoas cantam e dançam freneticamente enquanto falam em línguas estranhas, mas elas entenderão sempre um ato de solidariedade, de misericórdia e de amor abnegado. Esta é a porta para o Evangelho ser pregado, esta é a forma mais correta de apresentar Cristo ao mundo como Senhor e Salvador.

            Todavia, como levaremos esperança ao mundo se estivermos presos à nossa religiosidade, à nossa prática litúrgica que, na tentativa de nos aproximar de Deus, acaba por nos afastar cada vez mais das pessoas? Que esperança pode haver para um mundo que não recebe luz nem sente o gosto do sal, porque os crentes iluminam apenas a si mesmos e acrescentam sabor apenas às suas próprias vidas? O imperativo de Jesus para nós é “ide”, portando não devemos ser egoístas, guardando o nosso tesouro celestial, a nossa pérola de grande valor nos cofres do nosso individualismo.

A nossa preocupação com o mundo acaba sendo a mesma do profeta Jonas para com Níneve: “Ainda quarenta dias, e Níneve será subvertida” (Jn 3:4). E assim como Jonas, saímos do mundo e nos sentamos ao longe, à sombra, confortavelmente, aguardando pacientemente o que acontecerá com o mundo. A notícia que Deus tem para nós é que hoje Ele tem pelas pessoas do mundo a mesma preocupação que tinha com a grande cidade de Níneve e as mais de 120 mil pessoas que lá viviam (4:11), que não sabiam discernir entre a mão direita e a mão esquerda. Hoje, Deus quer encher o mundo com a esperança viva do Evangelho da cruz. É o desejo de Deus que o mundo o conheça, conheça o seu amor e possa se arrepender dos seus pecados. O mundo espera por esta esperança em meio à dor e ao sofrimento que a Queda lhe impõe.

A minha oração é que este livro tenha servido para aumentar a reflexão a cerca da responsabilidade social cristã e despertar na Igreja um impulso empreendedor, que possa levar a Palavra de Deus até as pessoas, não apenas pela pregação oral, mas também pela pregação com a própria vida cristã. As pessoas são muito mais que um dado estatístico de quantas almas ainda não aceitaram a Jesus. Elas são seres humanos repletos de sofrimentos causados pelo pecado, elas possuem carências, desejos, sonhos, aspirações, projetos de vida. A Igreja precisa se mobilizar, porque mesmo que muitas dessas pessoas jamais se convertam a Jesus, a nossa missão é amá-las, e não existe meio melhor de fazermos isso do que nos importando com elas.

Que o Senhor nos ilumine a mente e faça transbordar de amor o nosso coração.

Amém.


Mizael de Souza Xavier

16 de novembro de 2009/setembro de 2010



[1] In Evangelização e responsabilidade social, p. 13, prefácio geral.

MEU PRIMEIRO EMPREGO - Conselhos simples e práticos para você iniciar bem sua carreira profissional e obter sucesso (Dê frutos onde você estiver plantado)



Conheça os seus direitos trabalhistas, isto será importante na hora de negociar cargos, salários e promoções.

Seja criativo. Não se atenha apenas ao que já existe e ao modo como as coisas são feitas. Procure formas diferentes de fazer as coisas e crie inovações que aumentem o rendimento do seu trabalho e o lucro para a empresa.

Resiliência: diante da pressão do dia a dia, pratique a resiliência, isto é, use os problemas para crescer.

Seja proativo: não espere que as coisas aconteçam, mas faça-as acontecer.

Crescimento: não se acostume nem se acomode com o lugar onde você está ou a função que exerce; tenha como objetivo crescer sempre.

Aprenda a lidar com as pessoas difíceis ao invés de ficar batendo cabeça com elas. 

Busque sempre o diálogo.

Administre o seu salário e faça uma poupança. Elimine gastos supérfluos e desperdícios.

Sinergia: aprenda a trabalhar em grupo e a somar com os seus colegas para o bem da empresa. Integre-se!

Temperamento: controle o seu temperamento. Lembre-se que você deve tratar bem as pessoas e ser profissional no seu ambiente de trabalho. Defina qual o seu temperamento e não permita que ele influencie negativamente no seu desempenho.

Mantenha o bom humor e um clima agradável onde você estiver.

Não use o celular além do necessário, principalmente em horário de expediente.

Tenha força de vontade para realizar suas tarefas, para aprender, resolver problemas, lutar por uma promoção.

Evite fazer ou ouvir fofocas, isto pode denegrir a sua imagem.

Saiba a diferença entre eficiência e eficácia.

Valorize as pessoas pelo que elas são e admire-as por aquilo que fazem por meio de suas competências e habilidades.

Trabalhe de maneira primorosa e mostre os seus valores, seus talentos e a sua capacidade.

Seja humilde e aprenda a servir.

Administre bem o seu tempo. Lembre-se: dentro da empresa, o seu tempo é para o seu trabalho.

Atente para a comunicação fluente e saudável.

Assimile as possíveis críticas recebidas, analisando-as e aplicando à sua vida profissional aquilo que for construtivo. Quanto às críticas destrutivas, não dê ouvidos e mostre através do seu trabalho sério que elas estão equivocadas.

Aproveite todas as oportunidades que aparecerem, seja para realizar um bom trabalho ou para alcançar uma promoção.

Seja honesto sempre e inspire confiança nos seus colegas e patrões.

Procure conhecer a empresa em que trabalha.

Mantenha uma postura educada no ambiente de trabalho. Não fale alto nem use linguagem vulgar e cheia de palavrões.

Se você trabalha diretamente com o público, evite conversas paralelas com seus colegas na frente das pessoas, principalmente aquelas pessoais, sobre o fim de semana, o quanto bebeu, com quem namorou, etc. Os clientes não estão interessados em saber.

Seja produtivo.

Respeite e obedeça aos seus patrões. Lembre-se de quem paga o seu salário. Na medida do possível, dê sugestões; se tiver certeza de que não deve realizar algo solicitado, apresente justificativas e mostre alternativas.

Cultive amizades saudáveis no ambiente de trabalho. É mais produtivo ter amigos, aliados, do que inimigos.

Jamais despreze instruções e ensinos. Somente os sábios sabem que nada sabem.

Respeite a opinião dos outros. Aprenda a ouvir atentamente o que as pessoas têm a dizer e jamais faça críticas.

Fique por dentro das suas atribuições na empresa e cumpra com o que foi acordado da melhor maneira possível, independente se os seus colegas estão fazendo a parte deles ou não.

Não abandone o setor em que trabalha constantemente e por motivos fúteis. Funcionários que “voam” demais acabam se dando mal numa avaliação de desempenho.

Procure entender o ambiente interno da empresa, identificar seus pontos fortes e fracos e propor formas inovadoras para melhorar o que for preciso.

Procure entender também o ambiente externo, as oportunidades e ameaças que possam prejudicar a empresa e seja assertivo. Mostre preocupação com essas coisas e se alie a seus patrões para superar as tormentas ou abraçar a bonança.

Mantenha uma autoavaliação constante do seu desempenho e faça os ajustes necessários para trabalhar cada vez melhor e produzir mais.

Avalie o seu comportamento na empresa, como usa a emoção e a razão e como mantém suas relações interpessoais.

Tenha iniciativa. Não espere que as coisas aconteçam, mas faça-as acontecerem. 
Busque as melhores oportunidades e tome as decisões mais acertadas.

Aprenda que é necessário correr riscos, mas sempre de maneira pensada e calculada. Não meta os pés pelas mãos.

Seja persistente, mesmo quando as coisas não parecerem funcionar ou quando não obtiver o retorno esperado.

Comprometa-se com aquilo que faz e com a empresa em que trabalha. A falta de comprometimento gera displicência e afasta as possibilidades de êxito.

Estabeleça metas para a sua vida profissional, não somente pessoal, mas com relação à empresa onde trabalha: onde você quer chegar com ela ou para onde você deseja levá-la.

Mantenha excelentes contatos com pessoas (clientes, fornecedores, concorrentes, colegas, patrões) com que possa debater ideias e buscar apoio.

Seja alegre e jamais desconte nos outros seus problemas pessoais.

Não aponte apenas os problemas, mas saiba apontar também as soluções. Apresente formas criativas de resolver as coisas e fazer diferente para obter melhores resultados.

LEMBRE-SE: Você deve dar frutos onde estiver plantado. A árovre que não dá frutos acaba sendo cortada e substituida por outra.

Pense nisso!

Contatos: Mizael de Souza Xavier - mizaelsouzax@hotmail.com