quinta-feira, 6 de dezembro de 2012

POR QUE AS PESSOAS NÃO SE COMUNICAM?


Um fator que podemos considerar como o ponto de partida para qualquer tipo de relacionamento (com Deus, consigo mesmo, com as pessoas, com a natureza, de maneira formal ou informal, na família, no trabalho, no casamento, etc.), é a VONTADE DE SE RELACIONAR. Para que qualquer relacionamento se inicie e se desenvolva é preciso querer, é preciso vontade de se relacionar e de assumir todas as implicações – positivas e negativas – que existem numa relação. E esta vontade, esta disposição deve partir de ambas as partes, pois não podemos nos relacionar com quem não deseja se relacionar conosco. Na verdade até podemos, mas será de maneira deficiente e ineficaz.

E o que desperta em nós essa vontade de buscar uma relação, qualquer que ela seja? É o MOTIVO. Isto é, precisamos estar motivados – por fatores internos e/ou externos – a manter relacionamentos. Esse motivo possui inúmeras variantes, mas sem ele jamais nos moveremos de onde estamos para ir ao encontro do outro. Hoje em dia é esta motivação de ir ao encontro do outro que parece estar faltando para que os relacionamentos acontecem. As pessoas se comunicam por meio das mídias sociais, como facebook, MSN, twitter, sms, celular, e parecem dar pouca importância ao olho no olho, ao corpo a corpo.

Um dos momentos em que podemos notar que as pessoas estão cada vez mais propensas a não se comunicarem é nas rodas de amigos. Algumas reuniões de amigos ocorrem em bares e boates onde é impossível uma compreensão audível de qualquer conversa, pois a altura do som impede que as pessoas se ouçam com clareza. Uma cena cotidiana é aquela em que os amigos se reúnem para beber, abrem a mala do carro com aquele “paredão” de som, ligam na altura máxima e ficam por ali conversando. Conversando como? Ouvindo-se de que maneira? Parece que as pessoas não querem mais se relacionar; elas querem estar presentes na companhia umas das outras, mas sem se ouvirem, sem se entenderem.

Para uma boa comunicação é imprescindível o ouvir e não somente o escutar. Deixar de ouvir o outro pode significar vários dentre os muitos problemas na comunicação humana. Por exemplo:

. medo de comprometer-se com o outro e com os seus problemas;
. falta de vontade em criar laços afetivos, preferindo-se relacionamentos artificiais e superficiais;
. dificuldade de lidar com as responsabilidades que um relacionamento sério e profundo abarca;
. dificuldade de lidar com as próprias emoções e a dos outros;
. resistência em compartilhar algo de si por medo e por desconfiança das pessoas;
. receio de ao se tornar conhecido do outro ter seus defeitos e limitações manifestos e conhecidos;
. egoísmo, isto é, algumas pessoas não se comunicam com as outras, apenas recebem delas; ou comunicam o seu eu sem se importar com o eu do outro;
. achar que já se conhece tudo do outro e por isso não é necessário que ele diga mais nada;
. individualismo, preferindo suas próprias opiniões sem se abrir a participação do outro no diálogo e na vida;
. simples indiferença com relação às pessoas e à necessidade de se comunicar com elas;
. não estar disponível por falta de tempo ou de vontade de criar oportunidades.

Esses e outros problemas não afetam as pessoas apenas nos seus ambientes familiares e de lazer, mas também no seu local de trabalho. Eles comprometem a eficácia do trabalhador, interna e externamente. Relacionamentos interpessoais, com clientes, fornecedores são afetados quando não existe uma cultura sadia de comunicação, de diálogo, onde falar e ouvir são imperativos para que as coisas aconteçam e fluam corretamente. É preciso explorar os problemas que impedem a eficácia na comunicação organizacional, identificar as falhas, propor soluções, planejar treinamentos e capacitação para a comunicação com o fim de auxiliar as pessoas em seus relacionamentos dentro e fora da empresa. Quando a comunicação é negligenciada, coloca-se em risco todos os setores da empresa que funcionam com base na atuação humana, isto é, todos.


segunda-feira, 3 de dezembro de 2012

POBRE PAULISTA - reflexões sobre o preconceito e a intolerância


Pobre paulista (Ira)

Todos os não se agitam
Toda adolescência acata
E a minha mente gira
E toda ilusão se acaba
Dentro de mim sai um monstro
Não é o bem, nem o mal
É apenas indiferença
É apenas ódio mortal
Não quero ver mais essa gente feia
Não quero ver mais os ignorantes
Eu quero ver gente da minha terra
Eu quero ver gente do meu sangue
Pobre São Paulo,
Pobre paulista, Oh, Oh
Pobre São Paulo,
Pobre paulista, Oh, Oh (Repete desde início)
Eu sei que vivo em louca utopia
Mas tudo vai cair na realidade
Pois sinto que as coisas vão surgindo
É só um tempo pra se rebelar
Pobre São Paulo,
Pobre paulista, Oh, Oh
Pobre São Paulo,
Pobre paulista, Oh, Oh (Repete desde início)
Parou, pensou e chegou … a essa conclusão
Pobre São Paulo,
Pobre paulista, Oh, Oh
Pobre São Paulo, pobre paulista…
Pobre São Paulo, pobre paulista…
Pobre São Paulo, pobre paulista…
Pobre São Paulo, pobre paulista…

Quem viveu os anos 80 e curtiu a melhor fase do Rock brasileiro, com certeza lembrará desta música do grupo Ira, intitulada POBRE PAULISTA. A música é uma veemente declaração de ódio revelado pelos nordestinos. Cuspindo um misto estranho de indiferença e ódio mortal, o cantor esbraveja que não quer mais ver essa gente feia e ignorante. Mas o que o compositor deste hino à intolerância regional considera como feio e ignorante? Além de construir seus arranha-céus, trabalhar nas suas fábricas, labutar nas suas lojas, servir nas suas forças armadas, contribuindo pare o crescimento econômico e social da digníssima cidade de São Paulo, que outros atos os nordestinos cometeram dignos de tanto ódio?

Confesso que nos anos 80, no auge dos meus 16 anos, curti a banda Ira e cantei diversas vezes esta música. Somente quando me dei conta do seu conteúdo real foi que decidi que já era tempo de abominá-la. Apesar de ser filho de um nordestino, potiguar, seridoense, não sou do nordeste, sou do Rio de Janeiro. Mas amo esta terra, conheço as suas limitações e as limitações do povo daqui. E de uma coisa tenho certeza: são as mesmas que as de todos os povos em todo o Brasil e no mundo inteiro. Ninguém é inferior ou superior a ninguém por conta do seu local de nascimento, do seu sotaque, da sua cor de pele, do seu nível social ou escolar. Todos somos iguais perante Deus e também deveríamos ser perante nós mesmos.

O que significa “É só um tempo pra se rebelar”? Será apologia a violência, como aquela que queima índios e moradores de rua, que espanca e mata prostitutas e homossexuais? Ou será aquela demonstrada pelos skinhead no trato com aqueles que eles consideram indignos de existirem na terra? Será a das torcidas organizadas, dos grupos de extermínio, dos neonazistas? Não sei ao certo se os criadores desta música ainda pregam a intolerância e fazem apologia ao uso da violência contra os seus semelhantes. Creio que com a evolução da história eles tenham abandonado esse pensamento insano e maligno.

Porém, este sentimento preconceituoso que diminui o próximo ainda está presente na nossa música, acima de tudo em letras de forró, onde a mulher é tratada como objeto sexual apenas, como coisa que se usa e se joga fora; como criatura que pode e deve suportar violência física e psicológica, que pode ser traída, trocada, humilhada, abandonada pela primeira prostituta da esquina. Nada mudou! E o mais surreal: nos dias de hoje, de movimentos feministas e mobilizações pelos direitos humanos, pela liberdade e pela igualdade, essas músicas ainda fazem muito sucesso, tocam em rádios e são cantadas em shows (cheios de mulheres...).

O que tudo isto tem a ver com a Gestão com Pessoas? Absolutamente tudo! Seja na seleção de colaboradores-parceiros, na contratação, na avaliação de desempenho, na promoção, na demissão, a questão do preconceito e da intolerância é algo que pode gerar injustiças. É necessário que tal realidade presente em músicas como POBRE PAULISTA, reconhecendo o valor das pessoas, independente do local onde moram, da sua cor de pele, do seu gênero sexual, com salários e oportunidades iguais para todos, desde que cumpram os requisitos necessários de habilidades e competências. Os gestores de pessoas devem estar atentos a qualquer desvio moral e ético neste sentido, para que as organizações cresçam de maneira digna e justa.


sexta-feira, 30 de novembro de 2012

Brasil, África e Portugual: algumas questões


O Brasil se acha em eterna dívida com os povos africanos por conta dos anos de escravidão destes povos em solo tupiniquim. Além de criar cotas especiais para negros nas universidades, torna obrigatório o ensino da história e da cultura africanas nas escolas públicas. Ao mesmo tempo, considera os portugueses uma “nação irmã”, promovendo até a uniformidade da língua portuguesa, de modo a unir ainda mais os dois países-irmãos.

Mas não foram os portugueses que invadiram o Brasil, escravizaram, “catequizaram” e dizimaram nossos povos indígenas, além de se apoderarem das nossas riquezas, explorá-las, usurpá-las, transformando o Brasil numa colônia de degradados, bandidos e mercenários? E mais: Não foram os portugueses que trouxeram os negros da África, espoliados, humilhados, escravizados, coisificados, doentes, torturados, desonrados, surrados, desumanizados, tratados como criaturas sem alma, sem vontade e sem direitos? Não eram deles os navios negreiros e o mercado escravo?

É preciso que o Brasil escolha de que lado pretende ficar e que leitura realmente faz da História. Amamos os portugueses que nos espoliaram e ao mesmo tempo os negros que eles oprimiram. Nós nos vemos em dívida com os povos africanos e não consideramos os portugueses em dívida não somente com os povos africanos, mas com nossos povos indígenas. Há muito o que se pensar para que nosso país seja uma nação coerente e justa com aqueles que são frutos de anos de história: negros, índios, pardos... Todos nós. 

domingo, 11 de novembro de 2012

MINHA ENTREVISTA O CONEXÃO POTIGUAR - ASSISTA

Assista a minha entrevista no programa Conexão Potiguar, da BAND RN, falando sobre meus dois livros.

http://www.youtube.com/watch?v=YBOeAKiWzAw

sábado, 3 de novembro de 2012

PROBLEMAS NA COMUNICAÇÃO ORGANIZACIONAL


O texto a baixo faz parte de um estudo maior sobre os problemas com a comunicação organizacional

12 Informações em excesso e muito complexas

A comunicação precisa ser direta e fácil de ser compreendida. Ela também deve ser simplificada e adequada ao público que pretende alcançar. Dessa forma, não pode haver uma enxurrada de informações sob diversas formas e em um curto espaço de tempo, o que compromete a sua compreensão e a execução do que ela pede. Isto é algo que pode ser observado na Internet, onde a sobrecarga de informações não permite que as pessoas desenvolvam uma visão crítica daquilo que chega até elas, muitas vezes tornando a informação confusa. Se uma ideia precisa ser transmitida, as formas mais adequadas e eficientes devem ser buscadas, abrindo mão de outras que não tenham importância.
Excesso de informações pode dificultar a seleção daquilo que realmente importa e do que é urgente. A comunicação necessita ser enxuta e precisa, isto é, deve se direcionar ao ponto em que pretende alcançar. Os resultados esperados jamais aparecerão se não houver instruções precisas na mensagem enviada ou se elas estiverem misturadas a outras mensagens sem importância para aquilo que é essencial. Informações genéricas ou muito complexas tendem a confundir. O que pode ocorrer a partir desse tipo de informação é: 1) a mensagem pode não ser compreendida e por isso não será executada; e 2) a mensagem é executada de acordo com o entendimento errado do seu conteúdo. Se não houver por parte do receptor a competência de procurar revisar e analisar atentamente aquilo que foi dito por meio de uma mensagem mal transmitida antes de colocá-la em prática, os problemas causados pela falta de compreensão logo virão à tona.
Logo, ao invés de mensagens em quantidade desnecessária e muito complexas, é preciso definir:

1.    O quê: qual a mensagem que se deseja comunicar e que resultados são esperados daqueles que a receberão.
2.    Quem/Onde: quem é a pessoa ou o setor que transmitirá a mensagem, quem são as pessoas que a receberão e a quem elas deverão recorrer em caso de dúvidas. É preciso manter todos os canais de comunicação abertos.
3.    Quando: quando a mensagem será transmitida e qual o prazo estipulado para o feedback.
4.    Por quê: deve haver uma especificação sobre a razão de ser da mensagem, a sua importância e a importância dos resultados para aqueles que a transmitiram e para aqueles que a receberam.
5.    Como: é necessário estabelecer a maneira como todas essas coisas serão feitas, eliminando as possíveis barreiras, controlando, monitorando, dando e exigindo feedback.

A mensagem precisa ser clara e direta, contendo apenas aquilo que for pertinente ao assunto e ser condizente com a realidade cultural e a competência de quem a receberá. Mensagens muito longas e complexas tendem a complicar mais que ajudar e podem gerar informações equivocadas e o que é pior, ações equivocadas. Além do mais, é preciso saber se o próprio emissor entende a mensagem que está enviando, porque essa falta de entendimento pode gerar uma mensagem completamente equivocada, que causará confusão, acima de tudo se ela for recebida e posta em prática sem uma análise profunda do seu conteúdo.

quinta-feira, 1 de novembro de 2012

curriculo


Mizael de Souza Xavier
Rua Manoel Pereira da Silva, 40 – Rosa dos Ventos.
Parnamirim – RN – Fone: (84) 9425-3294-8157-0589


OBJETIVO

Atuar na área Recursos Humanos, treinando e desenvolvendo o potencial humano na empresa.

RESUMO DE QUALIFICAÇÕES

Profissional com experiência em vendas no varejo, com habilidade para trabalhar em grupo e capacidade de liderança. Além da experiência com vendas, possui conhecimento em dinâmicas e jogos de grupo, bem como habilidade para falar em público, fazer apresentações, coordenar reuniões, dar palestras e oficinas, possuindo boa dicção com a pronúncia correta do português e facilidade de produção de textos. Proativo, organizado, ponderado, comunicativo, adaptável a novas situações, concentrado, disciplinado.

EXPERIÊNCIA PROFISSIONAL

POTYLIVROS LIVRARIA E DISTRIBUIDORA LTDA, Natal
·         Desempenhei a função de vendedor externo, sendo responsável por visitar e abastecer as livrarias de Natal.
·         Trabalhei como estoquista na distribuidora, no recebimento de mercadorias (livros).
·         Atuei como balconista, trabalhando no recebimento de cartões de crédito, crediário, finalizando a venda.
·         Atualmente ocupo o cargo de vendedor e gerente de uma das filiais, respondendo pela loja, resolvendo conflitos, coordenando o trabalho dos outros colaboradores, além de dar entrada em mercadorias, fazer notas fiscais e auxiliar no caixa quando necessário.

CASA RENASCER, Natal
·         Atuei como facilitador na área de teatro, ministrando cursos e oficinas para adolescentes.
·         Criei projetos para oficinas teatrais e coordenei a montagem de uma peça teatral com as alunas.

PETROLAR, Rio de Janeiro
·         Trabalhei como vendedor interno numa loja de móveis para o lar.

CORTEZ EDITORA E LIVRARIA LTDA
·         Desempenhei a função de recebedor de mercadorias, sendo responsável por abastecer a loja.
·         Atuei como balconista, desempenhando as mesmas funções que futuramente desempenharia na Potylivros.

MINISTRAÇÃO DE OFICINAS DIVERSAS DE TEATRO
·         Dei oficinas de teatro nas cidades de Natal, Parnamirim, Macaíba, Cruzeta e Baía Formosa, todas cidades do Rio Grande do Norte.
·         Participei do V Encontro Potiguar de Adolescentes (EPA) e do I Encontro Regional de Adolescentes do Nordeste (ERAN), ministrando uma oficina de teatro como voluntário.

FORMAÇÃO ACADÊMICA
·         Cursando o segundo período do Curso de Gestão de Recursos Humanos.

CURSOS DIVERSOS
·         Curso de Introdução ao Teatro do Oprimido (UFRN, 1998).
·         Curso “Aprofundando e multiplicando o Teatro do Oprimido” (UFRN, 2002).
·         II Oficina de Iniciação Teatral (2003, Fundação Cultural Capitania das Artes).
·         Curso “Gestão e Espiritualidade” (2008, Livraria Paulinas).

OUTRAS INFORMAÇÕES
·         Mantenho na Internet um blog ligado a Gestão de Pessoas com textos de minha autoria: www.gestaocompessoaserh.blogspot.com.br.
·         Possuo dois livros publicados. Um de poesias, intitulado “Eu te amo”, e outro sobre o fenômeno Bullying, intitulado “Memórias do silêncio: relatos e reflexões de uma vítima do Bullying). Além de outros ainda no prelo, um deles falando a respeito de cristianismo e responsabilidade social.
·         Dei palestras em escolas acerca da importância da leitura para a criança e o adolescente.
·         Já atuei como autor, ator e diretor de teatro.