Assista a minha entrevista no programa Conexão Potiguar, da BAND RN, falando sobre meus dois livros.
http://www.youtube.com/watch?v=YBOeAKiWzAw
domingo, 11 de novembro de 2012
sábado, 3 de novembro de 2012
PROBLEMAS NA COMUNICAÇÃO ORGANIZACIONAL
O texto a baixo faz parte de um estudo maior sobre os problemas com a comunicação organizacional
12 Informações em excesso e muito complexas
A
comunicação precisa ser direta e fácil de ser compreendida. Ela também deve ser
simplificada e adequada ao público que pretende alcançar. Dessa forma, não pode
haver uma enxurrada de informações sob diversas formas e em um curto espaço de
tempo, o que compromete a sua compreensão e a execução do que ela pede. Isto é
algo que pode ser observado na Internet, onde a sobrecarga de informações não
permite que as pessoas desenvolvam uma visão crítica daquilo que chega até
elas, muitas vezes tornando a informação confusa. Se uma ideia precisa ser
transmitida, as formas mais adequadas e eficientes devem ser buscadas, abrindo
mão de outras que não tenham importância.
Excesso
de informações pode dificultar a seleção daquilo que realmente importa e do que
é urgente. A comunicação necessita ser enxuta e precisa, isto é, deve se
direcionar ao ponto em que pretende alcançar. Os resultados esperados jamais
aparecerão se não houver instruções precisas na mensagem enviada ou se elas
estiverem misturadas a outras mensagens sem importância para aquilo que é
essencial. Informações genéricas ou muito complexas tendem a confundir. O que
pode ocorrer a partir desse tipo de informação é: 1) a mensagem pode não ser
compreendida e por isso não será executada; e 2) a mensagem é executada de
acordo com o entendimento errado do seu conteúdo. Se não houver por parte do
receptor a competência de procurar revisar e analisar atentamente aquilo que
foi dito por meio de uma mensagem mal transmitida antes de colocá-la em
prática, os problemas causados pela falta de compreensão logo virão à tona.
Logo,
ao invés de mensagens em quantidade desnecessária e muito complexas, é preciso
definir:
1.
O quê: qual a mensagem que se deseja
comunicar e que resultados são esperados daqueles que a receberão.
2.
Quem/Onde: quem é a pessoa ou o setor que
transmitirá a mensagem, quem são as pessoas que a receberão e a quem elas
deverão recorrer em caso de dúvidas. É preciso manter todos os canais de
comunicação abertos.
3.
Quando: quando a mensagem será
transmitida e qual o prazo estipulado para o feedback.
4.
Por quê: deve haver uma especificação
sobre a razão de ser da mensagem, a sua importância e a importância dos
resultados para aqueles que a transmitiram e para aqueles que a receberam.
5.
Como: é necessário estabelecer a maneira
como todas essas coisas serão feitas, eliminando as possíveis barreiras,
controlando, monitorando, dando e exigindo feedback.
A
mensagem precisa ser clara e direta, contendo apenas aquilo que for pertinente
ao assunto e ser condizente com a realidade cultural e a competência de quem a
receberá. Mensagens muito longas e complexas tendem a complicar mais que ajudar
e podem gerar informações equivocadas e o que é pior, ações equivocadas. Além
do mais, é preciso saber se o próprio emissor entende a mensagem que está
enviando, porque essa falta de entendimento pode gerar uma mensagem
completamente equivocada, que causará confusão, acima de tudo se ela for
recebida e posta em prática sem uma análise profunda do seu conteúdo.
quinta-feira, 1 de novembro de 2012
curriculo
Mizael de Souza Xavier
Rua Manoel Pereira da Silva, 40 – Rosa dos Ventos.
Parnamirim – RN – Fone: (84) 9425-3294-8157-0589
OBJETIVO
Atuar na área
Recursos Humanos, treinando e desenvolvendo o potencial humano na empresa.
RESUMO DE QUALIFICAÇÕES
Profissional com
experiência em vendas no varejo, com habilidade para trabalhar em grupo e
capacidade de liderança. Além da experiência com vendas, possui conhecimento em
dinâmicas e jogos de grupo, bem como habilidade para falar em público, fazer
apresentações, coordenar reuniões, dar palestras e oficinas, possuindo boa
dicção com a pronúncia correta do português e facilidade de produção de textos.
Proativo, organizado, ponderado, comunicativo, adaptável a novas situações,
concentrado, disciplinado.
EXPERIÊNCIA PROFISSIONAL
POTYLIVROS LIVRARIA E DISTRIBUIDORA LTDA, Natal
·
Desempenhei a função de vendedor externo, sendo responsável por visitar
e abastecer as livrarias de Natal.
·
Trabalhei como estoquista na distribuidora, no recebimento de
mercadorias (livros).
·
Atuei como balconista, trabalhando no recebimento de cartões de crédito,
crediário, finalizando a venda.
·
Atualmente ocupo o cargo de vendedor e gerente de uma das filiais,
respondendo pela loja, resolvendo conflitos, coordenando o trabalho dos outros
colaboradores, além de dar entrada em mercadorias, fazer notas fiscais e
auxiliar no caixa quando necessário.
CASA RENASCER, Natal
·
Atuei como facilitador na área de teatro, ministrando cursos e oficinas
para adolescentes.
·
Criei projetos para oficinas teatrais e coordenei a montagem de uma peça
teatral com as alunas.
PETROLAR, Rio de Janeiro
·
Trabalhei como vendedor interno numa loja de móveis para o lar.
CORTEZ EDITORA E LIVRARIA LTDA
·
Desempenhei a função de recebedor de mercadorias, sendo responsável por
abastecer a loja.
·
Atuei como balconista, desempenhando as mesmas funções que futuramente
desempenharia na Potylivros.
MINISTRAÇÃO DE OFICINAS DIVERSAS DE TEATRO
·
Dei oficinas de teatro nas cidades de Natal, Parnamirim, Macaíba,
Cruzeta e Baía Formosa, todas cidades do Rio Grande do Norte.
·
Participei do V Encontro Potiguar de Adolescentes (EPA) e do I Encontro
Regional de Adolescentes do Nordeste (ERAN), ministrando uma oficina de teatro
como voluntário.
FORMAÇÃO ACADÊMICA
·
Cursando o segundo período do Curso de Gestão de Recursos Humanos.
CURSOS DIVERSOS
·
Curso de Introdução ao Teatro do Oprimido (UFRN, 1998).
·
Curso “Aprofundando e multiplicando o Teatro do Oprimido” (UFRN, 2002).
·
II Oficina de Iniciação Teatral (2003, Fundação Cultural Capitania das
Artes).
·
Curso “Gestão e Espiritualidade” (2008, Livraria Paulinas).
OUTRAS INFORMAÇÕES
·
Mantenho na Internet um blog ligado a Gestão de Pessoas com textos de
minha autoria: www.gestaocompessoaserh.blogspot.com.br.
·
Possuo dois livros publicados. Um de poesias, intitulado “Eu te amo”, e
outro sobre o fenômeno Bullying, intitulado “Memórias do silêncio: relatos e
reflexões de uma vítima do Bullying). Além de outros ainda no prelo, um deles
falando a respeito de cristianismo e responsabilidade social.
·
Dei palestras em escolas acerca da importância da leitura para a criança
e o adolescente.
·
Já atuei como autor, ator e diretor de teatro.
terça-feira, 30 de outubro de 2012
Alcoolismo – ficção e verdade
Alcoolismo – ficção e verdade
O alcoolismo é uma mal que destrói
a vida de muitas pessoas, causando mortes e custando caro aos cofres públicos
brasileiros, em torno de 7% do PIB. Especialistas afirmam que o alcoolismo é
responsável por 75% de todos os acidentes de trânsito com mortes, 39% das
ocorrências policiais e 40% das consultas psiquiátricas, além do que 15% da
população do país é alcoólatra, incluindo muitas crianças, adolescentes e
jovens.
Aqueles que defendem o consumo
de bebidas alcoólicas insistem em afirmar que elas não fazem mal algum quando
ingeridas em pequenas doses. Eles afirmam que não são alcoólatras, que só bebem
socialmente, nos fins-de-semana, e por isso não são dependentes químicos.
Entretanto, é justamente num desses momentos de consumo social que muitos
acabam se excedendo e se embriagando. E não é preciso mais do que essa única
vez para que muitas coisas ruins aconteçam, como um coma alcoólico seguido de
morte, brigas que podem terminar em tragédias, acidentes automobilísticos,
assassinatos, etc.
Se você costuma beber, mas não
se acha um dependente do álcool, ou se você reconhece que sofre dessa terrível
doença chamada alcoolismo e precisa de urgente ajuda, continue a ler este
folheto, pois ele é bastante esclarecedor e pode salvar a tua vida.
Supostos benefícios do consumo de bebidas alcoólicas
As propagandas de TV tentam
passar uma falsa imagem de que beber é algo bom, que é sinônimo de saúde,
beleza e felicidade, misturando em suas propagandas praia, festa e muitas
mulheres bonitas. A grande maioria daqueles que bebem concordam com isso e ainda
destacam outros supostos benefícios da bebida:
·
Tem gosto bom;
·
É divertido beber sozinho ou com os amigos;
·
Está na moda e ajudar a enturmar;
·
Ajuda a relaxar dos problemas cotidianos;
·
Torna as pessoas mais abertas e animadas.
Mas será que esses benefícios
são reais? Será que vale a pena consumir álcool somente para ter essas coisas?
Continue lendo e você descobrirá uma dura realidade.
Reais consequências do consumo de bebidas alcoólicas
Embora as propagandas não
mostrem isso e se limitem a um rápido aviso de “Beba com moderação” ou
“deguste-a com parcimônia”, as reais conseqüências do consumo de bebidas
alcoólicas não valem o ilusório benefício que elas trazem. Vejamos algumas das
principais conseqüências do consumo álcool na vida do ser humano.
·
O consumidor de bebidas alcoólicas, ao
embriagar-se, acaba dizendo e fazendo coisas que se arrependerá depois, sendo
muitas vezes exposto ao ridículo, roubado, espancado e morto.
·
As ressacas são terríveis e minam as forças do
indivíduo, atrapalhando seu convívio social e o seu rendimento no trabalho.
·
O gasto de dinheiro é imenso, dinheiro que
muitas vezes é retirado da feira da família e do pagamento de contas, dinheiro
que poderia ser aproveitado em coisas saudáveis e produtivas, além de
representar um total desperdício de tempo e energia.
·
Embora a maioria daqueles que bebem não admitam,
há um risco muito grande de se tornar um alcoólatra. O alcoólatra é sempre o
último a admitir a sua doença; quando chega a admitir, já é tarde demais, ele
virou prisioneiro do seu vício.
·
O álcool prejudica a capacidade de atenção e
concentração, tornando o indivíduo um perigo para si mesmo e para a sociedade,
principalmente se estiver dirigindo, podendo causar muitas perdas materiais e,
acima de tudo, a morte de muitos inocentes, inclusive os próprios familiares e
amigos.
·
O alcoólatra aos poucos se exclui socialmente,
tornando-se uma pessoa indesejável, mal vista, desprezada, evitada, muitas
vezes abandonada pela própria família, principalmente esposa e filhos. Muitos
perdem o emprego, a carreira, a moral e a dignidade. Muitas esposas e filhos de
alcoólatras têm de buscá-los caídos pelas ruas e bares para levá-los para casa,
o que traz vergonha e traumas psicológicos profundos.
·
A bebida transforma muitos pais de família em
carrascos nos seus próprios lares: esposas e filhos são espancados, torturados,
abandonados e até assassinados. Mães dependentes do álcool negligenciam os seus
filhos para sair para beber, deixando-os abandonados, à mercê de criminosos e
dos acidentes domésticos, além de se tornarem pessoas violentas.
·
Existem casos de pais que obrigam seus filhos a
mendigar ou a se prostituir para lhes trazer dinheiro para alimentar o vício, o
que é uma vergonha e pode levar à prisão e perda da guarda dos filhos.
·
O alcoólatra é um péssimo exemplo dentro de
casa. Muitas crianças e adolescentes influenciadas por pais alcoólatras,
ingressam no mundo do vício, podendo também correr todos os riscos descritos
aqui
·
O alcoolismo é uma porta aberta para o consumo
de outras drogas mais pesadas e consideradas ilícitas, como a maconha, a
cocaína, o crak. Em muitos casos o consumo de bebidas alcoólicas é acompanhado
do consumo de drogas, provocando danos irreversíveis à saúde e até mesmo a
morte.
O álcool e as suas consequências para a saúde
Quem consome bebidas alcoólicas
em excesso tem uma diminuição da esperança de vida e um envelhecimento precoce.
E além de todos os problemas mencionados acima, o consumo de bebidas
alcoólicas, a curto e longo prazo, traz sérios problemas para a saúde física e
mental do indivíduo, como todas as demais drogas. Os principais são:
·
Aparelho
digestivo: esofagites e gastrites, cirrose hepática, síndrome de má
absorção, pancreatites, esteatose epática, hepatites alcoólicas, úlceras.
·
Sistema
neuromuscular: adormecimento dos dedos, tremores das mãos, dores e cansaço
muscular, câimbras, atrofia do nervo óptico, podendo levar à cegueira.
·
Faculdade
mental e psicológica: dificuldades de raciocínio, demência, perda de
memória, irritabilidade, delírio alcoólico, depressão. O alcoolismo pode
causar, também, alterações na personalidade, dependência psíquica, alucinações,
queda no rendimento intelectual, problemas de coordenação.
·
Outros
terríveis males: anemias, estados de desnutrição e avitamínicos, doenças de
pele, diversas doenças cardiovasculares e respiratórias, esterilidade,
perturbações sexuais, aumento da probabilidade de cancro (no fígado, boca,
esôfago, estômago, cólon, mama), agravamento das situações infecciosas (gripes,
pneumonias, tuberculose pulmonar, hepatites virais). Além disso, o alcoolismo
pode causar Síndrome da Abstinência Fetal e outros problemas, muitas vezes
fatais, em filhos dependentes.
A solução eficaz para o problema do alcoolismo
Além
de todos esses problemas que o álcool pode causar ao ser humano, existe outro
ainda maior: o dano eterno à alma. Deixar de beber, dizer não a uma vida
desgraçada pela bebida alcoólica, praticar esportes e manter uma dieta saudável
é uma solução prática para este problema e instituições como os Alcoólicos
Anônimos existem para auxiliar os que buscam se libertar. Mas existe uma
solução mais profunda e verdadeiramente eficaz, que transforma a saúde física,
mental e espiritual, que não só livra o indivíduo do alcoolismo, como o leva
para o céu. A solução é JESUS CRISTO!
Se
você reconhece ser um viciado no álcool e entende que ele está destruindo a sua
vida, saiba que, muito mais do que isso, o álcool está separando você de Deus.
Sim, os vícios fazem parte do pecado que habita dentro de nós desde o Jardim do
Éden, quando Adão pecou e pelo seu pecado toda a humanidade foi destituída da
glória de Deus, vivendo perdida, carente de salvação: “Portanto, assim como por
um só homem entrou o pecado no mundo, e pelo pecado, a morte, assim a morte
também passou a todos os homens, porque todos pecaram.” (Romanos 5:12).
Mas
a boa notícia é que, apesar de muitos afirmarem o contrário, o alcoolismo tem
cura e o pecado e a morte também. A Bíblia nos fala em João 3:16: “Porque Deus
amou o mundo de tal maneira que deu o seu único Filho para que todo aquele que
nele crê não pereça, mas tenha a vida eterna.” Sim, Deus abomina o seu pecado,
mas Ele te ama profundamente. Em Cristo você tem a salvação da sua alma por
meio da fé e o poder no Espírito Santo para se libertar do pecado do alcoolismo
e ter a sua vida, o seu caráter e os seus relacionamentos restaurados. Basta
apenas que você reconheça a sua condição de pecador perdido, se arrependa e
aceite a Jesus como o seu único e suficiente Senhor e Salvador: “Mas a todos
quantos o receberam, deu-lhes o poder de serem feitos filhos de Deus, a saber,
aos que crêem no seu nome.” (João 1:12).
Não
importa o que você está passando hoje, qual o motivo que te leva a beber, pois
Deus quer restaurar a sua vida. Se você não tem forças, clame que Ele te dará
forças. Se você acha que não tem mais solução, entenda que Deus tem solução
para você. Se as pessoas te desprezam, saiba que Deus jamais te desprezará. Ele
quer preencher o vazio da tua vida, reavivar a tua alegria, te fortalecer para
resolver os seus problemas. Creia que Deus te ama e espera que você se volte
para Ele. Venha, experimente o milagre que Ele tem preparado para você. Vale à
pena! Você tem solução, você tem salvação, porque o amor de Deus quer te
alcançar. Acredite: ACEITE A JESUS COMO SEU SENHOR E VOCÊ NUNCA MAIS SERÁ O
MESMO.
Benefícios de seguir a Jesus
A Palavra de Deus diz que “o salário do pecado
é a morte, mas o dom gratuito de Deus é a vida eterna em Cristo Jesus, nosso
Senhor.” (Romanos 6:23). Jesus Cristo pode te libertar do pecado e da morte e
lhe dar a vida eterna: “Se, pois, o Filho vos libertar, verdadeiramente sereis
livres.” (João 8:36). Veja quantos benefícios Jesus tem guardados para você,
benefícios que o pecado e o álcool jamais lhe trouxeram, que os seus “amigos”
de bar jamais puderam lhe dar. Compare-os com a sua vida atual e pense se vale à
pena continuar do jeito que você está.
·
Perdão
para os seus pecados: “Se confessarmos os nossos pecados, ele é fiel e
justo para nos perdoar os pecados e nos purificar de toda injustiça.” (1 João
1:19).
·
Salvação
para a sua alma: “Porque Deus não nos destinou para a ira, mas para
alcançar a salvação mediante nosso Senhor Jesus Cristo.” (1 Tessalonicenses
5:9).
·
Vida
eterna: “Em verdade, em verdade vos digo: quem ouve a minha palavra e crê
naquele que me enviou, tem a vida eterna, não entra em juízo, mas passou da
morte para a vida.” (João 5:24).
·
Vida em
abundância: “Eu vim para que tenham vida e a tenham em abundância.” (João
10:10).
·
Reposta
às suas orações: “Por isso, vos digo que tudo quanto em oração pedirdes,
crede que recebestes, e será assim convosco.” (Marcos 11:24).
·
Alívio
para as suas dores existenciais: “Vinde a mim, todos os que estais cansados
e sobrecarregados, e eu vos aliviarei.” (Mateus 11:28).
·
Paz com
Deus: “Justificados, pois, mediante a fé, temos paz com Deus por meio do
nosso Senhor Jesus Cristo.” (Romanos 5:1).
·
Compromisso
com Deus: compromisso de orar, ler a Bíblia, evangelizar, amar, perdoar, ir
à igreja, seguir os mandamentos do Senhor, viver em santidade, praticar boas
obras, resistir ao diabo e muito mais, pois Jesus deve ser também Senhor da sua
vida e não apenas Salvador.
Mas isto é apenas o começo de
uma nova vida longe do vício e de todos os problemas que ele causa. Deus ama
você, Ele quer que você vá até Ele para ser perdoado e em fim poder
experimentar a verdadeira felicidade, a verdadeira paz e, por fim, obter a vida
eterna quando Jesus Cristo vier buscar a sua igreja: “E eis que venho sem
demora, e comigo está o galardão que tenho para retribuir a cada um segundo as
suas obras.” (Apocalipse 22:11).
Se o Espírito Santo de Deus
falou ao seu coração através desta mensagem e você deseja receber a Jesus como
seu único e suficiente Senhor e Salvador para viver uma vida nova, abundante e
eterna, arrependa-se; faça uma oração agora mesmo e convide Jesus para assumir
o controle da sua vida. “Se, com a tua boca, confessares Jesus como Senhor e,
em teu coração, creres que Deus o ressuscitou dentre os mortos, serás salvo.”
(Romanos 10:9). Por que lutar sozinho se você pode ter Deus ao seu lado, te
fortalecendo, te capacitando a vencer?
Depois, procure uma igreja
evangélica onde você terá acompanhamento espiritual e poderá desenvolver a sua
salvação, com temor e tremor a Deus. Que Deus o abençoe grandemente. Amém.
“E, assim, se alguém está em Cristo, é nova criatura;
as coisas antigas já passaram; eis que se fizeram novas.”
(2 Coríntios 5:17)
RELATÓRIO BASEADO NO FILME “A VIRADA”
UNP – ESCOLA DE GESTÃO DE NEGÓCIOS
CURSO CST EM GESTÃO DE RECURSOS HUMANOS
DISCIPLINA: ÉTICA E SOCIEDADE – TURMA 2NA – 11/09/12
PROFESSORA: ANA KARLA
ALUNO: MIZAEL DE SOUZA XAVIER
RELATÓRIO BASEADO NO FILME “A VIRADA”
O
filme “A Virada” apresenta a história do dono de uma revendedora de carros
usados nos Estados Unidos, Jay Austim, que se utiliza da má fé para comandar os
seus negócios. Ele e seus funcionários vendem carros com o preço muito acima do
mercado, visando obter o maior lucro possível. Para isto, eles mentem a
respeito de possíveis problemas que os carros possam ter e de sua procedência,
fazendo com que seus clientes achem que estão fazendo um grande negócio. Num
dos primeiros carros vendidos mostrados no filme, eles obtém um lucro de US$ 3.000,00,
ocultando do cliente que se tratava de um carro batido.
Considerado
por seus funcionários como um modelo de vendedor de carros, porque consegue
enganar as pessoas e lhes vender tudo, Jay deixa claro que o negócio só é bom
quando é bom para ele. Para obter lucro, ele não se importa em enganar o pastor
da igreja que frequenta com a sua esposa e filho. Neste momento, porém, ele se
vê diante de algo inusitado: o pastor ora por ele e pede que Deus o trate da
mesma forma como ele o tratou, e isto o leva a pensar a respeito das suas
atitudes. Outro momento em que ele para para refletir é quando ouve o filho
dizer que sabe que o pai mente para os outros para vender os carros.
Este
filme levanta inúmeras questões éticas e morais. Creio que os pontos principais
levantados sejam a verdade, a honestidade e a justiça, temas polêmicos e
pertinentes para mundo em que vivemos. A forma como o protagonista conduzia os
seus negócios era antiética. Ele era ao mesmo tempo mentiroso, desonesto e
injusto para com os seus clientes, funcionários e a sua própria família. Tais
atitudes refletiam na maneira como seus próprios vendedores agiam com os
clientes, porque se espelhavam nos seus ensinamentos e no seu modelo de
comportamento. A única exceção parecia ser dois funcionários que não eram
vendedores, acima de tudo o mecânico da loja, que demonstrava ser uma pessoa de
Deus.
Após
a oração do pastor, o protagonista começou a repensar as suas atitudes, a forma
desonesta como vinha dirigindo seu negócio. A sua própria família era vítima da
sua vida antiética, de modo que ele não dava atenção ao filho a já passava a
tratar mal a sua esposa. Isto nos mostra que todas as áreas da nossa vida são
afetadas quando não possuímos nenhum compromisso com a verdade, a honestidade e
justiça. Numa cena marcante, Jay está assistindo o culto com a sua família e
chega o momento de recolher as ofertas. Ele olha dentro do envelope da sua
oferta e vê que está vazio, mas ainda assim o deposita como se estivesse cheio.
Outro problema ético que podemos observar no filme é o fato de ele estar
devendo dinheiro ao banco e este o ameaça tomar seus carros se a dívida não
fosse quitada até certo dia. Isto fazia com que ele se esforçasse ainda mais
para vender seus carros, mesmo a preços injustos.
A grande virada do filme, talvez
aquela que tenha lhe dado o título, aconteceu, a meu ver, a partir do momento
em que ele está diante da TV e para num canal onde um pastor está pregando.
Entre outras coisas que tocaram profundamente o seu coração, o pastor afirmou:
“Nós estamos no estado em que estamos por causa das nossas escolhas... As
pessoas se sentem escravizadas e frustradas porque não querem ouvir o que Deus
diz, não querem ouvir a Palavra de Deus”. Ele era um homem escravizado por suas
atitudes antiéticas e imorais, frustrado por conta de dívidas que não podia
pagar, por um filho que sabia que ele mentia e por um casamento que não ia bem,
apesar da sua esposa insistir em se manter firme diante daquelas
circunstâncias. Dentro dele algo o incomodava para que ele desse um novo rumo à
sua vida e mudasse as suas atitudes. Assim que foi confrontado com as suas
próprias atitudes, Jay começou a se abrir para uma possível transformação no
seu caráter, passou a repensar as suas atitudes e a observar o quanto estava
contaminando as pessoas a sua volta, ao ponto dele afirmar que nós “Não devemos
julgar as pessoas por algo que nós mesmos não fazemos”.
O
Salmo primeiro foi algo decisivo para que ele tomasse a decisão que mudaria a
sua vida, especialmente os versículos 5 e 6, que dizem: “Por isso os perversos
não prevalecerão no juízo, nem os pecadores na congregação dos justos. Pois o
Senhor conhece o caminho dos justos, mas o caminho dos ímpios perecerá”. Ele
aprendeu que Deus conhece o nosso coração e sabe quem somos. A partir dali ele
se arrependeu dos seus pecados, orou a Deus decidindo-se por Jesus, colocando
seu negócio e a sua vida sob o seu controle. O seu novo compromisso seria: ser
honesto nos negócios e ter bom relacionamento com a família, com a ajuda de Deus.
Após
tornar Deus senhor da sua vida, ele pediu perdão a sua esposa, se reconciliou
com o seu filho e pediu desculpas aos seus funcionários por não ter dirigido a
empresa com honestidade e respeito e por não ter dado o exemplo que deveria. A
partir daquele instante ele iria mudar a forma de trabalhar para ter a sua
consciência tranquila diante de Deus. Além de comandar seus negócios sem
precisar sentir remorso das suas atitudes erradas, ele começaria a tratar as
pessoas como gostaria de ser tratado. Embora tenha perdido os seus dois
vendedores, que não admitiam a mudança repentina e radical e temiam ganhar
menos e trabalhar mais, as consequências da sua decisão foram positivas,
obtendo o reconhecimento social, a paz no seu lar e o pagamento da sua dívida com
o banco. Acima de tudo, ele ganhou um tesouro imperecível no céu: a sua
salvação.
Algumas
questões relevantes
Uma
das maiores observações que posso fazer a respeito deste filme, resume-se numa
pergunta: Como falar de ética e de moral numa sociedade que prega e vive o
relativismo, que ensina que não existe o certo ou o errado e que ambos são uma
questão de ponto de vista individual, de cultura? E ainda: Como ensinar que
existe uma ética e uma moral quando a maioria dos estudiosos afirma não haver
valores e verdades absolutos? Embora existam as leis feitas para punir aqueles
que andam “fora das regras”, os estatutos que garantem direitos especiais às
classes consideradas oprimidas (mulheres, idosos, crianças, adolescentes,
etc.), e embora a Constituição de cada país e a Declaração Universal dos
Direitos Humanos afirmem haver normas que devem ser absolutas (como a
liberdade, a igualdade e a fraternidade), não é isto que muitos pregam e vivem,
de modo que o errado para um pode ser o certo para outro e ambos precisam se
respeitar.
No
filme “A Virada”, estamos diante de questões éticas – honestidade, verdade,
justiça – que são comuns a todos nós e com as quais nos deparamos todos os
dias. As atitudes do protagonista e dos seus empregados são apenas sombra da
forma como comandamos nossa vida, nossos relacionamentos, nossos negócios e
como muitos políticos dirigem a nação. Estamos sempre tentando obter vantagem
própria em cima das pessoas, não nos importando com quais consequências isso
lhes trará. Assim como o protagonista do filme, permitimos que esse estado de
coisas influencie em todas as áreas da nossa vida, transtorne nossos
relacionamentos, crie inimizades, denigra a nossa imagem e acima de tudo, nos
afaste de Deus. Quanto mais antiéticos e amorais nos tornamos, mais
desumanizados ficamos e isto não nos parece incomodar. Afinal de contas, não
existe o certo nem o errado e cada um de nós se sente livre para viver da
maneira que quiser. Nossos direitos estão garantidos!
Diante
das atitudes de Jay ao dirigir o seu negócio e a sua vida, podemos nos
perguntar: será que realmente os fins justificam os meios? Por conta da sua
dívida para com o banco e da necessidade de saudá-la sob o risco de perder os
seus carros ele deveria optar pelo lucro fácil em detrimento da moral e da
justiça? Ainda que perder a sua mercadoria significasse passar vários apertos
com sua esposa grávida e seu filho, ele estava correto em agir daquela maneira?
Para ele, a desonestidade era a única saída, até provar que é possível
prosperar sendo fiel a Deus e justo no seu negócio e na sua vida. Por mais
lucro que obtia com a venda fraudulenta dos automóveis, ele não tinha paz no
coração e vivia sempre sob a possibilidade de ser descoberto, como de fato
aconteceu com os seus concorrentes apontados numa reportagem de TV negociando
desonestamente, enquanto ele, já vivendo na verdade, preferia obter o lucro
justo e dormir com a consciência tranquila.
Há,
porém, uma questão muito importante no filme e que representa a grande virada
na vida daquele vendedor desonesto de carros usados: a ética e a moral
absolutas de Deus e da sua Palavra. Somente quando confrontado com a Palavra de
Deus é que ele pode repensar as suas atitudes. Somente a partir do momento em
que Deus mostrou o quanto ele estava errado, foi que ele caiu em si e buscou
viver valores elevados. Isto se deu por meio de sua conversão a Jesus Cristo,
por uma mudança de mentalidade que gerou mudança de atitudes. Além de repensar
seu procedimento antiético, ele reconheceu suas fraquezas, admitiu seus erros e
suas limitações. A sua vida é um exemplo de conversão: deixar de fazer o que é
errado e passar a fazer o que é certo.
Conclusão
Dentro
da própria ética cristã existem valores que às vezes se demonstram
conflitantes. Por exemplo: adulterar é errado, mas se uma mulher for obrigada a
manter relações com um homem para salvar a vida da sua filha das mãos de um
estuprador, ela deverá ser condenada? O que é mais precioso: a norma ou a vida?
São questões que merecem um estudo mais acurado. Mas a conclusão que tiro do
filme e das questões éticas abordadas, é que existem normas universais a serem
seguidas para o bom funcionamento da sociedade. Nem sempre uma atitude ética e
moral corretas nos garantirão sucesso, pois vivemos em uma sociedade que prega
que não existem valores, que fazem músicas exaltando a embriaguez e a
prostituição, que produze leis que beneficiam criminosos, que se vende a preços
negociados no mercado da corrupção e da propina. Ser ético e moral pode
significar a morte em casos extremos.
Porém,
o que o filme conseguiu passar é que não existe dinheiro capaz de comprar a
nossa paz com Deus, a nossa consciência tranquila e o respeito da nossa família
e amigos. Por maiores que sejam os lucros obtidos por um negócio antiético e
imoral, as consequências para a nossa vida espiritual, social e familiar são
drásticas. A partir do momento em que o protagonista optou por entregar seu
negócio e sua vida a Deus, não somente as suas atitudes mudaram, mas as
próprias pessoas reconheceram-no como uma nova criatura, e isto o fez
prosperar. Logo, vale a pena cultivar uma vida pautada pela ética e pela moral,
acima de tudo baseada nos valores absolutos e imutáveis da Palavra de Deus, que
é santa, perfeita e capaz de discernir até mesmo os pensamentos do homem, de
tocar no mais profundo da sua alma.
sexta-feira, 17 de agosto de 2012
o amor é fogo
Um
dos mais belos poemas de amor de todos os tempos foi escrito pelo poeta
português Luis de Camões e inicia dizendo: O
amor é fogo que arde sem se ver. Se o amor é fogo, isto nos leva a pensar: Que tipo de fogo é o amor? Embora o fogo
seja sempre fogo em qualquer lugar do universo, ele não serve sempre aos mesmos
propósitos. O fogo se manifesta de várias formas, por vários motivos e traz
várias e diferentes conseqüências. Se o amor é fogo, eu quero saber que tipo de
fogo é o amor.
Creio
que para comparar o amor com o fogo é preciso compreender os vários propósitos
à que o fogo serve. Em primeiro lugar, o mais óbvio de tudo, o fogo queima. Se o amor é fogo, ele é
capaz de queimar. E quem já não se queimou nas chamas ardentes do amor? Quando
nos apaixonamos, sentimos o amor arder dentro de nós, nos queimando por dentro.
Talvez seja por esse motivo que o nosso coração dói de saudade da pessoa amada,
de emoção cada vez que a encontramos, de alegria pelos seus beijos doces, de
euforia pela sua simples existência. O amor queima e nos faz entender que
estamos vivos, que estamos prontos a nos entregar de corpo e alma ao ser amado.
E como fogo que queima, o amor deixar marcas, às vezes cicatrizes.
E
como fogo, o amor aquece. Nas noites
mais frias do inverno da nossa alma, o amor é como uma chama viva a arder na
nossa vida, aquecendo o nosso sentir e o nosso pensar. Nas madrugadas da nossas
existência, o amor nos mantém aquecidos para que não morramos de frio, nos
aconchega em seus braços, nos cobre com as suas plumas. Maravilhoso é sentir a
alma aquecida, saber que lá fora pode estar nevando, mas dentro de nós o amor
nos mantém aquecidos, a nossa temperatura alta. Aqueles que não amam são frios,
os seus corações parecem um bloco de gelo oco, são incapazes de atos
solidários, de se entregar a alguém, se sentir carinho, de perdoar. Quem não é
aquecido pela chama do amor, provavelmente é congelado pelas geleiras do
egoísmo, da inveja, da solidão.
Outra
função do fogo é iluminar. Em tempos
idos o fogo era usado para manter as ruas e as casas sempre iluminadas. Hoje
temos lâmpadas elétricas e não precisamos tanto do fogo para não ficarmos nas
trevas. Mas esta é uma das características do fogo: ele ilumina. E se o amor é
fogo, deve também nos iluminar. Enquanto não somos encontrados e conquistados
pelo amor, estamos caminhando na escuridão. Os nossos passos se perdem, as
nossas palavras se confundem, os nossos atos são escusos. Longe do amor é como
se estivéssemos vivendo numa caverna escura e sombria, cercados de paredes
escorregadias e pisando em chão lamacento. Mas quando o amor nos ilumina,
quando ele irradia na nossa vida, os nossos olhos são abertos e os nossos
passos são firmados. Todo o nosso interior é iluminado pelo amor. E o que é
mais importante: passamos a enxergar as pessoas ao nosso redor. Tendo o fogo do
amor brilhando em nós, iremos refletir esse brilho no mundo, transformando tudo
a nossa volta.
Como
fogo que é, o amor consome. Quando
uma faísca de fogo é acesa em uma pequena parte de uma mata seca, a tendência
é, com a ajuda do vento, essa faísca se transformar em fogo e esse fogo
consumir rapidamente tudo onde passar. Se não apagado a tempo, esse fogo pode
causar grandes catástrofes. Mas não vamos pensar dessa forma com relação ao
amor, porque do amor não pode vier catástrofe alguma, mas somente aquilo que é
bom, perfeito e agradável. Mas não é mentira que, como o fogo, o amor consome.
Ele consome tempo para se consolidar em nós; consome, às vezes, a nossa
paciência; consome nossas reservas, nossas barricadas emocionais, nossas
limitações. O mais importante de tudo: quando aceso em nós, o fogo do amor
consome o ódio, a indiferença, a amargura, a arrogância, o preconceito, a
inveja, a ganância, a discórdia e tantas outras ervas daminhas que habitam
dentro de nós. O amor é fogo consumidor!
Por
queimar e consumir, o amor também apura. Quando
eu era adolescente e morava na casa de um tio meu no interior, eu sempre o
observava enquanto ele negociava ouro. Os garimpeiros traziam o ouro para ser
vendido, ele pegava aquela poeira de ouro misturada à impurezas, colocava num
recipiente, misturava mercúrio e depois, com um maçarico, queimava o mercúrio até
evaporar, para que o ouro aparecesse separado da sujeira. É isso que o amor faz
conosco. Como o fogo de um maçarico, ele nos pega e vai queimando o nosso ser
até que fiquemos puros. Quanto mais quente fogo, mais seremos apurados. Podemos
pensar naquelas pessoas que rejeitam o sofrimento, que acham que podem viver
numa mar de rosas sem espinhos, passar pela vida sem lutas, sem provações. Sem
o fogo apurador do amor, não crescemos, não nos tornamos pessoas melhores. O
amor nos apura, nos separa das nossas impurezas e nos torna perfeitos,
reluzentes. Sem esse fogo apurador do amor, estaremos sempre misturados às
nossas mazelas existenciais. Quanto mais apurados, mais valiosos seremos.
O
fogo do amor que apura, que nos separa das nossas impurezas – e das impurezas
do mundo – é o mesmo fogo que nos molda. Após
ser apurado, o ouro ainda precisa ser moldado até se transformar num objeto de
valor, algo bonito que encantará as pessoas. Nesse processo de moldura, o fogo
tem um papel crucial. Muitas pessoa se deixam moldar por sentimentos
destrutivos, pelo poder, por uma hedonista, pelos vícios, pelo consumismo,
pelos modismos da sociedade, pelo seu próprio ego, pela violência. Mas quantos
permitem que o amor seja o fogo a moldar a sua vida, o seu caráter? Quantos
aceitam entrar na fornalha, enfrentar o martelo do ourives, suportar momentos
de pressão, de luta em nome de algo maior? Somente o amor pode moldar o nosso
caráter para transformá-lo em um jóia preciosa e reluzente. Somente moldados
pelo amor poderemos amar a nós mesmos e ao nosso próximo. Moldados pelo amor,
saberemos compreender as pessoas e o ser amados, aceitar suas limitações,
perdoar e pedir perdão, dialogar e nos solidarizar com as agruras alheias.
O
fogo representa também um sinal. Se
estamos perdidos numa ilha, nada melhor que acender uma grande fogueira para
chamar a atenção de embarcações ou aviões que por ventura estejam passando por
ali. Quando o fogo do amor está em nós ele deixa um sinal, algo que todas as
pessoas olharão e verão sem sequer mostrarmos. O sinal do amor produz em nós:
alegria, paz, longanimidade, benignidade, bondade, fidelidade, mansidão,
domínio próprio. Estes frutos do sinal do amor são antagônicos àquilo que de
mais perverso habita em nós, no nosso ser. Marcados pelo sinal do amor, nos
tornamos novas pessoas, com padrões morais elevados, com sentimentos
altruístas, solidários, dedicados, piedosos. Se quisermos saber se alguém nos
ama de fato, basta buscarmos esses sinais. Se eles estão presentes, se o amor
que diz sentir não vem acompanhado de vanglória, de mesquinhez e demagogia,
então é amor verdadeiro.
Bem,
se o amor é fogo que arde, talvez devamos entender mais desse fogo do amor. E
talvez eu deva discordar, com todo respeito, da palavra do poeta, porque quando
o fogo do amor começa a arder, é impossível não enxergá-lo. Claro que vemos o
fogo do amor, porque ele a tudo transforma. É tão fácil ver o amor agir quanto
o ódio. Todavia, infelizmente muitas atitudes que deveriam ser fruto do fogo do
amor nas pessoas, na verdade são atos de criaturas que acham que por praticar
esses frutos, amam. Não praticamos as obras do amor para amar, mas amamos para
praticar as obras do amor. Nas palavras do apóstolo Paulo: “E ainda que eu
distribua todos os meus bens entre os pobres e entregue o meu próprio corpo
para ser queimado, se não tiver amor, nada disso me aproveitará” (1 Coríntios
13:3).
É,
pode ser que o fogo do nosso amor não seja natural, mas artificial.
sexta-feira, 29 de junho de 2012
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